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Abstenção de vereador “pesa tanto quanto voto contra”, diz presidente do Republicanos

Diego Polachini afirma que decisão de Jonathan Santos não agradou nem governo nem população e diz que orientação do partido era aprovar o projeto sobre a PGV

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O presidente do diretório municipal do Republicanos em Rio Preto, Diego Polachini, afirmou que a abstenção do vereador Jonathan Santos na votação do projeto que revogaria a Planta Genérica de Valores (PGV) teve peso político semelhante ao de um voto contrário. A declaração foi dada após a sessão, nesta terça-feira (3), que terminou com a rejeição da proposta na Câmara.

Segundo Polachini, embora a decisão final seja do parlamentar, o entendimento predominante dentro do partido era favorável à aprovação do projeto.

“Eu não voto na Câmara. Meu papel é discutir os temas, sugerir e orientar. Mas o voto não é meu. Agora, eu acho ruim. A abstenção pesa tanto quanto o voto contra e não ficou bem com ninguém, nem com o governo nem com a população”, afirmou.

Orientação do partido e repercussão

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De acordo com o dirigente, a expectativa dentro do grupo político era de que Jonathan votasse a favor da proposta. Para ele, uma posição clara teria sido politicamente mais adequada.

“Para mim era mais fácil ter votado contra e pronto, resolvido o problema. A abstenção acaba não resolvendo e deixa todo mundo irritado”, disse.

Polachini ressaltou que houve mais de uma abstenção na votação e que a responsabilidade pela derrota do projeto não pode ser atribuída apenas a um vereador. Ainda assim, reconheceu que a decisão gerou desconforto político.

Críticas ao impasse sobre a PGV

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O presidente do Republicanos também avaliou que o governo poderia ter aproveitado o momento para resolver a discussão sobre a PGV, tema que tem provocado forte debate político na cidade.

“Está evidente que essa planta genérica é um horror. Se tivesse passado, talvez resolvesse de uma vez essa situação e recomeçasse o processo”, afirmou.

A Planta Genérica de Valores define o valor venal dos imóveis e serve de base para o cálculo do IPTU. A atualização recente gerou questionamentos de moradores, empresários e vereadores, levando a prefeitura a iniciar uma revisão dos cadastros imobiliários.

Autonomia dos vereadores

Durante a conversa, Polachini também disse que o episódio reforça que o partido não controla o voto dos parlamentares.

“Isso mostra que não existe cabresto. Existe discussão, orientação, análise do que é melhor, mas a decisão final é do vereador”, declarou.

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