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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 20 de março

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Contando os dias

O deputado estadual Danilo Campetti (Republicanos) e o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL), além de outras figuras que representam a direita, estiveram nos EUA recentemente. A missão: visitar o ex-deputado federal auto exilado Eduardo Bolsonaro (PL). Em comunicado oficial, Campetti disse que o encontro com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro nas terras do Tio Sam foi para discutir estratégias para as eleições de 2026.

Cancelou

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não esteve em Rio Preto para a comemoração dos 174 anos da cidade. O anúncio, feito com bastante antecedência pelo prefeito Fábio Candido (PL), garantia a presença dele nas festividades. Logo depois do anúncio, no entanto, o governador passou por um procedimento médico e, na sequência, foi anunciado que ele faria acompanhamento médico contínuo para recuperação.

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Sem mais

A visita do governador, que nem tinha sido confirmada ainda, acabou cancelada. Oficialmente, o prefeito não deu justificativa. Nem se pronunciou. E o “ele vem e “não vem mais” virou um prato cheio para a oposição. Como a questão médica de Tarcísio passou despercebida e ninguém falou a tempo de conter as especulações, elas chegaram. “O governado deve estar ciente do que o prefeito está fazendo e quer ficar longe durante o ano eleitoral”, disseram.

Sem ele

A primeira sessão da Câmara sem a presença do vereador Abner Tofanelli (PSB) foi marcada pela cadeira vazia. O suplente, Nenê da Zona Norte, do mesmo partido, não assumiu o mandato e preferiu ficar acompanhando os trabalhos da galeria. Daria para ele assumir e já começar a trabalhar, mas preferiu apenas observar. A licença de Abner foi pedida pelo colega de bancada, Alex de Carvalho, pelo prazo de 60 dias e aprovada pelo plenário.

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Restrição

No mesmo momento em que Abner se preparava para se ausentar do mandato, um dos assessores dele encaminhou um pedido de medida restritiva para o presidente da Câmara, Luciano Julião (PL). Pelos corredores, dizem que é uma situação política em que o assessor se sentiu intimidado por uma pessoa. A discussão teria acontecido na garagem do prédio, o que é corroborado por outro pedido do assessor: o de imagens do local.

Sem registro

A reportagem não conseguiu rastrear o registro da ocorrência. No entanto, há um histórico público recente que, querendo ou não, tem bastante a ver com a tal “pressão” alegada por Abner para se afastar do mandato. Medidas restritivas são concedidas pela Justiça geralmente quando se há comprovação de situações de risco iminente, o que prova que o clima anda pesado pelo prédio da Câmara, longe daquilo que já foi um dia.

Ausente

Alexandre Montenegro (PL) arrumou mais uma alegoria para incomodar o prefeito e lacrar nas redes sociais. Depois de se fantasiar de Axl Rose, agora ele fez uma placa com a foto de Fábio Candido e os dizeres: “Procura-se prefeito ausente”. O vereador tem percorrido locais da cidade para deixar a placa como forma de protesto. “Poxa, estão indo tirar as placas, mas não estão resolvendo os problemas. Pelo menos não vai poder alegar que desconhece”, lamentou.

Inflação

O prefeito Fábio Candido (PL) disse ao Tribunal de Justiça (TJ) que os valores do IPTU serão atualizados nos próximos anos. Na prática, isso quer dizer que ele pretende manter reajustes anuais no imposto de acordo com a inflação apurada no ano anterior. A manifestação foi apresentada ao TJ nos dois processos que questionam a legalidade da Planta Genérica de Valores em vigor. Um deles é do Avante e o outro do PT.

Teoria e prática

Apesar da trava na legislação, aprovada pela Câmara e em vigor, que limitou o reajuste do imposto em até 20% do valor cobrado no ano passado, as alegações do prefeito à Justiça não colaram com os mais críticos. “O prefeito tem um precedente que pode ser comprovado por qualquer um de que, na prática, a teoria não funciona. Durante a campanha, ele prometeu que não aumentaria os impostos e BUM”, disse eleitor confesso arrependido.

De volta

O Sesc retomou a parceria com a Prefeitura de Rio Preto para a realização do Festival Internacional de Teatro (FIT). Em todas as parcerias anteriores, o Sesc dobrou o valor gasto no evento. Isso quer dizer que, se a Prefeitura gastar os R$ 1,5 milhão estimados para o evento, o Sesc vai colocar mais R$ 1,5 milhão e o FIT terá orçamento de R$ 3 milhões. A polêmica deste ano ficou mesmo por conta da escolha do curador.

Nem comemorou

Por indicação do governo, quem vai estar à frente do evento é Lawrence Garcia. O barulhento ex-presidente do Conselho de Cultura tem um histórico de oposição ao governo desde antes do período eleitoral. Ele apoiou a chapa concorrente de Fábio Candido, na época o deputado estadual Itamar Borges (MDB), candidato a prefeito, e movimentou bastante as redes sociais, sendo até acusado pelo PT e PSOL de divulgar fake News na época.

Pressão de empresários

O prefeito enviou à Câmara um projeto de lei complementar para reduzir a cobrança do Imposto Sobre Produtos de Qualquer Natureza (ISSQN) de setores ligados à saúde. Pela lei que entrou em vigor no final de fevereiro, a base de cálculo é de 33%. Pela proposta, volta a ser de 3%. É nítido que o prefeito não faria uma renúncia de receita deste patamar por nada. Ele foi alvo de pressão do setor, principalmente de uma das gigantes da área na região.

Tinha saída

A pressão do setor foi grande e, por mais neguem oficialmente, teve até quem falou em tirar a sede de Rio Preto para instalar em outra cidade para pagar menos impostos. De forma resumida, não deixaria de atuar em Rio Preto, mas passaria a deixar a arrecadação com outra prefeitura. O reajuste do imposto é mais direto no bolso do empresário, mas acaba caindo no bolso do consumidor. Pelo que dizem, o barulho só está começando.

Presente de grego

A reforma da escultura em formato de capivara, apelidada de Dona Capi, custou R$ 63,9 mil aos cofres públicos. O mimo, que arrastou milhares de pessoas para a Represa Municipal, foi doado pelo artista plástico Fernando Fachini, em novembro do ano passado. Três meses depois foi anunciada uma reforma. Por acaso, o escultor também é o sócio da empresa que realizou a restauração. No final, o “custo zero” virou uma conta de mais de R$ 30 mil por mês.

De olho

Um dos primeiros a fazer a crítica foi o vereador Renato Pupo (Avante), mas não sem antes achar um motivo. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar critica o gasto com a reforma e acaba por colocar a conta no bolso do contribuinte, lembrando que a Prefeitura está organizando um verdadeiro exército para multar quem não limpa terrenos. “Não estou defendendo quem deixa mato ato, mas estou mostrando a incoerência da Prefeitura”, disse.

Uniforme

O prefeito e a primeira dama, Josiane Candido, adotaram uma espécie de uniforme para participar de eventos e campanhas da Prefeitura. A camisa masculina é branca ou em tons de azul, com o brasão da cidade no lado esquerdo do peito e a bandeira nas costas. Também tem uma camisa polo com o logo do Fundo Social de Solidariedade. Já a camisa feminina é branca ou rosa com o logo do Fundo Social. Alguns secretários também desfilam com a padronização.

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