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Último acusado de esquema de agiotagem com PMs é preso em Rio Preto

Grupo é suspeito de usar estrutura da corporação para intimidar vítimas e cobrar dívidas com juros abusivos

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Reprodução/ Redes Sociais
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A Justiça Militar determinou a prisão preventiva do quinto e último acusado de integrar um suposto grupo criminoso formado por policiais militares e um ex-integrante da corporação, investigados por agiotagem e extorsão em Rio Preto. Com a decisão, todos os envolvidos passam a responder ao processo presos.

O mandado atinge um soldado da Polícia Militar, que era o único denunciado que ainda estava em liberdade. Os demais já haviam sido detidos anteriormente no curso das investigações.

De acordo com o Ministério Público Militar, quatro policiais da ativa e um ex-policial são suspeitos de utilizar recursos públicos — como fardas, armamentos e viaturas — para pressionar vítimas e realizar cobranças relacionadas a empréstimos com juros considerados abusivos. Os fatos investigados teriam ocorrido entre os anos de 2022 e 2025.

As apurações indicam que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas. Um ex-sargento, apontado como líder, seria responsável por coordenar as atividades, incluindo a concessão dos empréstimos e a cobrança das dívidas. Outros integrantes teriam participação na parte financeira, nas cobranças coercitivas e no apoio operacional, incluindo ações de intimidação.

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Ainda conforme a investigação, há relatos de ameaças às vítimas, retenção de veículos e aplicação de taxas adicionais em caso de atraso nos pagamentos. O uso da condição de policial militar também teria sido empregado para impor medo e garantir a quitação das dívidas.

A denúncia foi aceita pela Justiça Militar, tornando os investigados réus no processo. Paralelamente, parte dos envolvidos também é alvo de apurações conduzidas pela Polícia Civil, que investiga possível ligação com homicídios associados ao mercado ilegal da agiotagem.

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