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Branco deixa Secretaria de Governo em meio à crise do convênio da Saúde

Vereador licenciado diz que volta à Câmara por cobrança de eleitores e promete atuar na CPI

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Divulgação/TV Câmara
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O secretário de Governo de Rio Preto, Anderson Branco (Novo), confirmou que deixará o cargo no Executivo para reassumir a cadeira na Câmara Municipal. A exoneração deve ser oficializada pelo prefeito Fábio Cândido (PL) ainda nesta segunda-feira (4), véspera da sessão legislativa.

Branco retorna ao Legislativo em meio à crise política envolvendo o convênio de R$ 11,9 milhões firmado, e posteriormente anulado, com a Santa Casa de Misericórdia de Casa Branca para a realização de um mutirão de exames. O caso motivou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara.

“Volto à Câmara para trazer o equilíbrio e a harmonia dos poderes. E na busca de estabelecer uma corrente onde a cidade pode ser a grande vencedora”, afirmou Branco. Segundo ele, o retorno também atende a uma demanda direta de sua base eleitoral. “Eu já estava sendo cobrado pelo meu público, por eleitores, porque eu nunca fui secretário. O público está acostumado comigo na rua, fiscalizando, andando, trabalhando. Um dos motivos maiores foi a cobrança mesmo dos meus eleitores”, disse.

O agora ex-secretário também indicou que pretende participar ativamente das investigações. “Vou exercer todos os meus direitos de vereador, vou participar de tudo”, declarou, confirmando interesse em integrar a CPI, cuja composição será definida por sorteio.

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Mudança no governo e efeito na Câmara

Com o retorno de Branco ao Legislativo, o suplente Marcelo Renato (Novo) deixa a vaga. Nos bastidores, a expectativa é de que Rodrigo Casanova seja anunciado como novo secretário de Governo.

A movimentação ocorre em um momento de forte pressão política sobre o Executivo. O convênio, assinado pelo então secretário de Saúde Rubem Bottas, previa a realização de 62,9 mil exames por meio de estruturas móveis. A contratação sem licitação ou chamamento público foi um dos principais pontos questionados por vereadores e órgãos de controle.

Pressão por investigação

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Além da CPI, um grupo de parlamentares de oposição protocolou pedidos de apuração junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo, ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e ao Ministério da Saúde.

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