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Morre mulher baleada com o marido dentro de casa em Rio Preto

Vítima teve a casa invadida e foi baleada junto com o marido; com a morte, caso passa a ter dois óbitos confirmados

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arquivo pessoal
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Morreu na manhã deste domingo (3/5) a mulher que estava internada há 17 dias no Hospital de Base, em Rio Preto, após ser baleada durante um ataque dentro da própria casa, no bairro Vila Esplanada. Aline Paula Pita Barbosa, de 42 anos, lutava pela vida desde o crime, mas não resistiu às complicações clínicas decorrentes dos ferimentos.

Ela havia sido atingida por quatro disparos e passou por procedimentos cirúrgicos durante o período de internação. Nos últimos dias, apresentou piora no quadro de saúde, evoluindo com falência respiratória e comprometimento de múltiplos órgãos.

O crime ocorreu no dia 16 de abril. Na ocasião, o marido dela, o manobrista Marcelo Barbosa, de 43 anos, foi atingido na cabeça. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu dias depois também no HB.

O homem de 64 anos, identificado pelas iniciais N.A.D.M., apontado pela Polícia Civil como autor dos disparos, foi preso após fugir e será transferido para Rio Preto. A informação foi confirmada pelo delegado Roberval Costa Macedo, da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic), do Deinter-5. Ainda não há data definida para a chegada do detento ao município.

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Após o ataque, o suspeito fugiu e passou a ser procurado pelas autoridades. Ele foi localizado e preso na tarde de quinta-feira (23/4), em Goiânia (GO), durante uma operação conjunta que envolveu as polícias Civil, Militar e Federal de Rio Preto, além do setor de inteligência da Polícia Militar de Goiás.

De acordo com a investigação, conduzida inicialmente pelo Núcleo Especial Criminal (Nucrim 125), o caso era tratado como um homicídio consumado e duas tentativas de homicídio. Com a morte de Aline, a tipificação deve ser atualizada pelas autoridades.

Além do casal, o filho mais velho, de 18 anos, também foi alvo, mas conseguiu escapar ao se trancar em um dos quartos da casa. A mais nova, de 10 anos, é autista e também presenciou o crime, mas saiu ilesa.

N. já possuía antecedentes criminais e era procurado por estupro de vulnerável.

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Durante a fuga, o homem adotou estratégias para dificultar a captura, como viajar à noite e evitar rotas movimentadas. A polícia apurou que ele seguia em direção ao Tocantins, utilizando uma motocicleta. Com base nessas informações, foi montada uma força-tarefa com apoio do serviço de inteligência da Polícia Militar de Goiás.

Segundo a Polícia Civil, ele foi encontrado em uma área de descanso, onde havia parado durante o trajeto e estava com uma pistola calibre .380, possivelmente a mesma utilizada no crime, além de dinheiro em espécie.

(Polícia Civil)

As investigações indicam que o ataque teria sido motivado por uma desconfiança sem fundamento do autor, que acreditava ter sido denunciado pelas vítimas por estupro, o que não foi confirmado. Mesmo assim, ele invadiu o imóvel e efetuou vários disparos.

Ainda de acordo com apuração, o criminoso já havia sido condenado a mais de 30 anos de prisão por estupro de vulnerável. Ele teria respondido em liberdade em 2021, mas teve a prisão decretada após condenação em junho de 2025, passando a ser considerado foragido desde então. Agora, ele poderá responder por duplo homicídio, além de posse ilegal de arma de fogo.

Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento do corpo de Aline.

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