Cidades
PF investiga esquema milionário de comércio ilegal de ouro na região
Operação cumpriu mandados, apreendeu ouro, armas de grosso calibre, munições e descobriu laboratório de refino do metal
A Polícia Federal investiga um suposto esquema de compra e venda ilegal de ouro que teria atuação na região de Jales, região noroeste do Estado de São Paulo. A apuração é conduzida pela Delegacia da Polícia Federal de Jales e mira uma empresa do setor de comercialização de joias sediada em Nova Canaã Paulista, suspeita de movimentar valores milionários e apresentar evolução patrimonial considerada incompatível com a atividade declarada.
Como parte das investigações, policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de São Paulo. As diligências ocorreram nos municípios de Nova Canaã Paulista, Rubinéia e Mirassolândia.
Durante as buscas, os agentes apreenderam ouro, joias, veículos, equipamentos eletrônicos, aparelhos celulares e documentos. Em um dos imóveis, localizado em Nova Canaã Paulista, também foram encontradas sete armas de fogo de grosso calibre e milhares de munições.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a localização de um laboratório destinado à purificação de ouro, instalado nos fundos de um imóvel na região central de Nova Canaã Paulista. Segundo a Polícia Federal, o processo de refino utiliza diversos produtos químicos, o que pode representar risco de contaminação do solo e do ar. A corporação informou que também será apurada a regularidade do funcionamento do laboratório, incluindo a existência de licenças e autorizações ambientais exigidas para esse tipo de atividade.
As armas e munições permaneceram apreendidas para a realização de perícias, verificação da regularidade da posse e da aquisição, além da análise de eventual ligação com os fatos investigados.
A operação, denominada Occultus Aurum, foi deflagrada na terça-feira (30/6) e divulgada nesta quarta. Todo o material recolhido será submetido a exames periciais e técnicos, enquanto as investigações continuam na Delegacia da Polícia Federal em Jales.
O objetivo é esclarecer a origem do ouro comercializado, identificar todos os envolvidos e apurar as eventuais responsabilidades penais relacionadas ao caso.
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