Cidades
Deic de Rio Preto avança contra quadrilha de golpes eletrônicos em nova operação
Segunda etapa da Operação Golpe da Mão Fantasma apreendeu dinheiro, celulares, cartões bancários e dispositivos eletrônicos no Capão Redondo, em SP
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12/8), a segunda fase de uma operação contra uma organização criminosa investigada por aplicar o chamado “Golpe da Mão Fantasma”, também conhecido como “Falsa Central de Segurança Bancária”.
A ação foi realizada por equipes da 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5, de Rio Preto, que se deslocaram até a zona sul de São Paulo, na capital paulista, para cumprir seis mandados de busca e apreensão na região do Capão Redondo.
Durante a operação, três investigados foram localizados e conduzidos pelos policiais. Um deles é apontado como líder do grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, as diligências também permitiram avançar na identificação de outros suspeitos que ocupam posições de comando na organização.
Nas buscas, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, aparelhos celulares, cartões bancários e outros dispositivos eletrônicos que podem estar relacionados à prática das fraudes. A ofensiva contou com o apoio do Setor de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD) e da 2ª Equipe da DIG, reforçando a atuação integrada das equipes especializadas da Deic.

(Deic Rio Preto/ Divulgação)
Investigação
De acordo com a Polícia Civil, o avanço das investigações foi resultado de um trabalho de inteligência e da análise das contas bancárias utilizadas para receber os valores desviados das vítimas.
O rastreamento das movimentações financeiras permitiu identificar os envolvidos e chegar à estrutura responsável pela execução dos golpes e pela movimentação dos recursos obtidos de forma ilícita.
Como funciona o golpe
Utilizando técnicas de engenharia social, convencem a vítima a instalar aplicativos ou conceder acesso remoto ao celular ou computador. Com o controle do dispositivo, os golpistas conseguem acessar aplicativos bancários e realizar transferências, pagamentos e outras operações financeiras.
Segundo a Polícia Civil, a investigação busca identificar toda a cadeia criminosa envolvida nas fraudes, desde os responsáveis por abordar as vítimas até aqueles encarregados de receber e movimentar o dinheiro desviado.
Com o material apreendido nesta nova fase da operação, as investigações prosseguem para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar a responsabilização dos envolvidos.
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