Cidades
Duas pessoas na região são presas durante operação contra pedofilia
Na quarta fase da Operação Luz na Infância dois gêmeos de 26 anos foram presos em Mirassol. Dupla foi solta após prestar depoimentos
Dois gêmeos de 26 anos foram presos na manhã de quinta-feira, dia 28, durante a quarta fase da Operação Luz na Infância, em Mirassol. A ação foi realizada em 26 estados e no Distrito Federal. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a meta é identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet.
Segundo o delegado Alexandre Arid, do Grupo de Operações Especiais (GOE), os dois suspeitos, que são irmãos foram encaminhados à delegacia do município para prestarem esclarecimentos. “Ingressamos na casa com mandado de busca e apreensão e o técnico da nossa equipe constatou que em um dos computadores havia acessado vídeos com cena de sexo envolvendo crianças e adolescentes. Os dois jovens foram encaminhados à delegacia e um deles admitiu ter acessado conteúdo com pedofilia, já o outro nega”, afirma o delegado.
Ainda de acordo com Arid, em primeira análise ficou confirmando que o suspeito armazenava o conteúdo pornográfico, porém não compartilhava. “Foram apreendidos dois computadores, três celulares, um tablete e dois pen drives. Constatamos que houve sim o armazenamento destas imagens, porém verificamos que o suspeito havia apagado ou corrompido este material. Os computadores passarão por perícia especializada e tentaremos recuperar estes arquivos”, afirma o delegado.
A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão, de três a seis anos de prisão por compartilhar, e de quatro a oito anos de prisão por produzir conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual. Os dois suspeitos foram liberados após prestar depoimento.
Brasil e EUA
Por meio de nota, o ministério informou que estão sendo cumpridos 266 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados aos crimes de exploração sexual. Em vários locais, estão sendo efetuadas prisões em flagrante pelo armazenamento de conteúdo ilícito. Mais de 1.500 policiais foram mobilizados. Os alvos foram identificados pela equipe do Laboratório de Inteligência Cibernética da Secretaria de Operações Integradas, com base em informações coletadas em ambiente digital. “O conteúdo com indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva foi repassado às polícias civis – em especial, delegacias de proteção à criança e ao adolescente e de repressão a crimes informáticos. Por sua vez, as delegacias instauraram inquéritos policiais e solicitaram ao Poder Judiciário a expedição dos mandados de busca e apreensão”, informou o Ministério da Justiça. Houve também colaboração da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio da Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega, em Brasília, que ofereceu cursos e capacitações que subsidiaram as quatro fases da operação.
Outras fases
Na terceira fase da operação, a investigação apontou alvos internacionais com ajuda de autoridades da Argentina. Desde outubro de 2017, foram cumpridos 157 mandados e presos 112 abusadores. Nesta etapa, seis pessoas foram presas na região, quatro delas em Rio Preto, uma em Votuporanga e outra em Novo Horizonte. Na segunda edição, em maio de 2018, houve cumprimento de 579 mandados de busca, resultando na prisão de 251 pessoas. (Com informações da Agência Brasil)
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