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Acusado de matar casal a tiros em Rio Preto é recambiado de Goiás

Marcelo e Aline deixaram dois filhos: um jovem de 18 anos e uma criança com autismo, que presenciaram o ataque contra os pais

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Polícia Civil/ arquivo pessoal
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O homem de 64 anos apontado como autor dos disparos que atingiram uma família e mataram um casal na Vila Esplanada, em Rio Preto, está sendo recambiado de Goiás para o município. A determinação judicial, confirmada à Gazeta de Rio Preto pelo delegado titular da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5, Roberval Macedo, também inclui o envio da arma de fogo, munições, motocicleta e aparelho celular apreendidos durante a prisão do investigado.

N.A.D.M., conhecido pelo apelido de “Tarzan”, foi localizado em Aparecida de Goiânia (GO) após uma operação integrada envolvendo a Polícia Civil paulista, as Polícias Militares de São Paulo e Goiás e a Polícia Federal. A captura ocorreu em abril, depois de semanas de buscas conduzidas pela delegacia especializada.

Segundo a Polícia Civil, os objetos apreendidos são considerados fundamentais para o avanço das investigações. A pistola encontrada com o suspeito deverá passar por confronto balístico para verificar se foi utilizada no ataque ocorrido no dia 16 de abril. Já o celular será submetido à extração de dados, enquanto a motocicleta usada durante a fuga também será periciada.

O recambiamento permitirá o interrogatório formal do investigado e o cumprimento de novas diligências técnicas relacionadas à dinâmica do crime.

O atentado

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O caso teve início após um ataque a tiros dentro de uma residência na Vila Esplanada. O manobrista Marcelo Barbosa, de 43 anos, foi baleado na cabeça, socorrido ao Hospital de Base, mas morreu dias depois. A mulher dele, Aline Paula Pita Barbosa, de 42 anos, também foi atingida por quatro disparos, ficou internada em estado grave, mas não resistiu e morreu no dia 3 de maio.

O filho mais velho do casal, de 18 anos, também era alvo do atirador, mas conseguiu escapar ao se trancar em um quarto da casa. A irmã dele, uma criança com autismo, presenciou o ataque.

As investigações apontam que o crime teria sido motivado por uma suspeita sem comprovação. Segundo a polícia, o autor acreditava que as vítimas teriam feito denúncias contra ele por estupro de vulnerável, crime pelo qual já era procurado pela Justiça. A Polícia Civil informou, no entanto, que não houve confirmação dessa denúncia envolvendo o casal vitimado.

Após os disparos, Tarzan fugiu utilizando uma motocicleta e adotou estratégias para dificultar a captura, viajando durante a noite e evitando rodovias mais movimentadas. Informações levantadas pelos investigadores indicavam que ele seguia em direção ao Tocantins, o que levou à mobilização de equipes de inteligência de Goiás.

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Ele foi encontrado em uma área de descanso, portando uma pistola calibre .380, possivelmente a mesma utilizada no crime, além de dinheiro em espécie. Além de homicídio consumado e duas tentativas de homicídio, ele também poderá responder por porte ilegal de arma de fogo.

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