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MP pede bloqueio de bens de servidores da Empro acusados ataque hacker

Promotoria pediu bloqueio de bens e acusou funcionários de manipular sistemas da autarquia para obter vantagens indevidas

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Ademir Terradas/Pref. Rio Preto
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontou que servidores da Empresa Municipal de Processamento de Dados (Empro), denunciados por participação no ataque cibernético que paralisou os sistemas da Prefeitura de Rio Preto em 2025, também teriam utilizado seus cargos para favorecer empresas registradas em nome de suas esposas.

A informação consta em publicação divulgada pelo MP nesta quarta-feira (3). Segundo a promotoria, os investigados são acusados de “usarem os cargos para manipular dados e alterar sistemas de informações da autarquia municipal com o fim de obter vantagens indevidas”.

Além da denúncia criminal, o MP requereu à Justiça o bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros dos acusados e das empresas investigadas. O processo tramita sob sigilo.

A ação é um desdobramento das investigações sobre o ataque hacker que atingiu a Empro e a Prefeitura de Rio Preto entre os dias 5 e 11 de junho de 2025. Na ocasião, os sistemas municipais ficaram fora do ar por seis dias, afetando serviços públicos essenciais, incluindo atendimentos na saúde, processos administrativos e sistemas de comunicação da administração municipal. Os criminosos chegaram a exigir cerca de R$ 500 mil em criptomoedas para liberar o acesso à rede.

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Os três denunciados já haviam sido acusados pelo Ministério Público pelos crimes de associação criminosa, invasão de dispositivo informático qualificada e inserção de dados falsos em sistema de informações. A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Ana Carolina Macri Morais.

Segundo a Prefeitura de Rio Preto, uma sindicância administrativa segue em andamento para apurar os fatos. O governo municipal informou que um dos servidores denunciados pediu afastamento da Empro no ano passado, enquanto os outros dois foram afastados de suas funções durante as investigações. “O Ministério Público também busca responsabilização patrimonial dos investigados e das empresas ligadas ao caso”, aponta o comunicado divulgado pela instituição.

O caso teve como principal desdobramento a Operação Caim, conduzida pela Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic). Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e houve apreensão de computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos que subsidiaram as investigações.

Caberá agora à Justiça analisar o recebimento da denúncia. Caso seja aceita, os investigados passarão oficialmente à condição de réus e responderão à ação penal.

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