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Alunos do Ibilce entram em greve por melhorias estruturais e permanência estudantil

Paralisação reúne série de reivindicações, que vão de infraestrutura precária a cortes em auxílios e falta de docentes

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Reprodução/Redes Sociais
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Estudantes do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Preto, iniciaram uma greve e organizaram uma pauta de reivindicações que envolve problemas estruturais, assistência estudantil e condições acadêmicas.

A mobilização foi construída em reuniões entre os alunos, que discutiram demandas consideradas urgentes tanto no campus local quanto em outras unidades da universidade.

Entre os principais pontos levantados está a precarização da infraestrutura do campus. Estudantes relatam problemas como calçadas danificadas, salas sem forro, iluminação insuficiente e alagamentos em departamentos e laboratórios durante períodos de chuva.

“A situação compromete não só o conforto, mas também a segurança e a acessibilidade dentro do campus”, apontam os alunos, que cobram obras de manutenção e melhorias estruturais, incluindo a instalação de elevadores em outras áreas da unidade.

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Outro foco da paralisação é a moradia estudantil oferecida pela universidade. Segundo os estudantes, faltam itens básicos como máquinas de lavar, geladeiras e até fornecimento regular de água, além de manutenção adequada do espaço.

A avaliação é de que as condições atuais não garantem dignidade aos moradores, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social.

Os alunos também denunciam cortes e redução nos auxílios de permanência, além de atrasos na divulgação de resultados. O benefício é considerado essencial para custear despesas como alimentação e transporte.

“Muitos estudantes dependem diretamente desse auxílio para continuar na universidade. Sem ele, a permanência fica inviável”, relatam.

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A questão orçamentária também está no centro do movimento. As universidades estaduais paulistas, Unesp, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de São Paulo (USP), são financiadas por uma parcela do ICMS, modelo que passará por transição com a reforma tributária.

Os estudantes defendem que não haja redução de recursos durante a mudança para o novo sistema tributário e pedem ampliação do orçamento. No caso do Ibilce, a crítica é de que o campus recebe a menor verba entre as unidades da Unesp, o que agravaria os problemas estruturais.

A carência de professores efetivos também foi apontada como problema recorrente. De acordo com os estudantes, a dificuldade de contratação tem sobrecarregado docentes e impactado a oferta de disciplinas e oportunidades acadêmicas.

Outro ponto sensível envolve a resposta institucional a casos de assédio e violência. Os alunos cobram maior rigor na apuração e punição de agressores, além de melhorias nos canais de acolhimento às vítimas.

Segundo os relatos, há situações em que estudantes precisam continuar convivendo com acusados, mesmo após denúncias e medidas formais, o que reforça a demanda por mudanças nos protocolos internos.

A greve segue sem prazo definido para encerramento, enquanto os estudantes aguardam posicionamento da universidade sobre as reivindicações apresentadas.

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