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Associação promete devolver à Prefeitura valor arrecadado com estacionamento

Presidente da entidade afirmou ao Ministério Público que os R$ 11,2 mil serão destinados ao Fundo Municipal da Solidariedade

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A presidente da Associação Guasomafe, Efigênia Cristina, afirmou ao Ministério Público (MP) que irá repassar R$ 11,2 mil arrecadados com o uso da área pública da Cidade da Criança, em Rio Preto, para a conta da Prefeitura. O valor foi obtido durante a cobrança de estacionamento no dia 7 de abril, data do show da banda Guns N’ Roses, realizado no Recinto de Exposições.

O depoimento foi prestado na última sexta-feira (22) ao promotor Carlos Romani, responsável pela investigação conduzida pelo Ministério Público.

Segundo Efigênia, a associação, que atualmente tem sede em Guaraci, pretendia utilizar os recursos em um evento chamado “Corrida Kid”. Ela também declarou que recebeu orientação de um organizador de eventos sobre a possibilidade de utilizar o espaço público para viabilizar a iniciativa. Agora, a entidade deve solicitar que o montante seja encaminhado ao Fundo Municipal da Solidariedade.

A autorização para uso da área foi assinada pelo então secretário municipal de Esportes, Klebinho Kizumba (PL). Após a repercussão do caso, ele foi exonerado do cargo e retornou ao mandato na Câmara Municipal.

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Outro personagem central na investigação é José Luís Pereira, então secretário de Finanças e Orçamento da Câmara. Na noite do evento, pagamentos feitos por Pix pelos motoristas foram direcionados à conta pessoal dele. Pereira também acabou exonerado.

Em depoimento ao MP, José Luís afirmou que foi contratado por um organizador de eventos para trabalhar na operação do estacionamento da Cidade da Criança e alegou não conhecer a presidente da associação. Segundo ele, os valores arrecadados foram transferidos para a entidade dois dias após o show, em 9 de abril. Pereira negou qualquer irregularidade e afirmou ter recebido R$ 1 mil pelo serviço prestado.

Já Klebinho Kizumba declarou ao Ministério Público que assinou a autorização de uso da área após o protocolo formal do pedido apresentado pela associação.

Uma pessoa identificada apenas como Max também foi ouvida pelo promotor. Conforme consta na investigação, ele teria orientado tanto a forma de recebimento via Pix quanto o posterior repasse dos valores à entidade. Max afirmou ainda que não teve contato com Kizumba sobre a autorização do espaço público.

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O promotor Carlos Romani informou que os advogados das partes terão acesso integral aos depoimentos antes da definição das próximas medidas no procedimento investigatório. O Ministério Público apura possível uso irregular de área pública e eventual desvio na arrecadação dos valores cobrados durante o evento.

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