Política
Vereador denuncia agressão de vice-prefeito dentro da Prefeitura de Mirassol
Edson Branco registrou boletim de ocorrência após confusão com Beto Feres; caso será investigado pela Polícia Civil
O vereador de Mirassol Edson Luiz Scochi, de 65 anos, conhecido como Edson Branco (Podemos), registrou um boletim de ocorrência nesta segunda-feira (25) após denunciar ter sido agredido pelo vice-prefeito João Roberto Blauth Feres, o Beto Feres (MDB), dentro da Prefeitura de Mirassol.
Segundo relato publicado pelo parlamentar nas redes sociais, a suposta agressão ocorreu durante a manhã, quando ele esteve no gabinete do vice-prefeito acompanhado do filho. Em vídeo gravado em frente à delegacia, o vereador afirmou que procurou a Polícia Civil logo após o episódio.
“São exatamente meio-dia e quinze, meu horário de almoço. Estou fazendo um vídeo aqui na frente da delegacia, onde eu registrei um B.O. contra o vice-prefeito. Eu estava na prefeitura por volta das 9h30. De repente chega meu filho e eu fui lá para resolver um problema”, declarou.
Ainda conforme o vereador, os dois teriam ido até a sala do vice-prefeito para uma conversa, momento em que teria ocorrido a agressão.
“Tocamos três vezes na porta. O vice-prefeito abriu. Quando nós entramos na sala, começou a conversa e ele partiu com a agressão”, afirmou Edson Branco.
Nas imagens divulgadas pelo parlamentar nas redes sociais, ele aparece com um hematoma em um dos olhos. O vereador também relacionou o episódio à atuação fiscalizadora que vem exercendo no município.
“É isso que passa um vereador que está fiscalizando coisas que estão acontecendo no município. Eu tô sendo incomodado e isso aí é o preço que eu pago para fazer a fiscalização que eu tô fazendo”, disse.
Até o momento, a Prefeitura de Mirassol e o vice-prefeito Beto Feres não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações. A reportagem tentou contato com a administração municipal, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
O caso deverá ser apurado pela Polícia Civil de Mirassol, que vai investigar as circunstâncias da confusão e ouvir os envolvidos. A eventual responsabilização criminal dependerá do andamento do inquérito policial e da análise de provas, como imagens de câmeras de segurança, testemunhos e exames de corpo de delito.
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