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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 08 de maio

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Habemus CPI

Teve confusão, sessão suspensa, bate-boca e até gritaria, mas deu tudo certo. CPI da Saúde formada para investigar o contrato de R$ 11,9 milhões entre a Prefeitura de Rio Preto e a Santa Casa de Casa Branca. Poderia ter sido tudo bem mais tranquilo, mas era óbvio que a volta do vereador Anderson Branco (Progressistas) para a Câmara não iria ser o ponto de partida de uma calmaria. E olha que esta era a promessa.

Um pouco antes

Branco insistiu para que o sorteio fosse realizado logo no início da sessão. Pedro Roberto (Republicanos) e outros vereadores insistiram para fazer no final e acabaram vencidos. Luciano Julião (PL), presidente da Câmara, decidiu que seria feito e suspendeu a sessão para as últimas cartadas. Pedro Roberto e outros bem que tentaram convencer Branco a fazer composição, mas foram solenemente ignorados.

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Composição

A ideia dos vereadores iniciais era fazer uma composição. O ideal seria que o relator fosse um dos nove primeiros parlamentares que assinaram o pedido de CPI. O membro ou o suplente poderia ser alguém da base, desde que tivesse já demonstrado interesse em manter a investigação de forma imparcial. No entanto, o vereador Renato Pupo (Avante), azarão nas CPIs da Casa, até que acabou ganhando, mas perdendo muito também.

Justamente

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Até que a composição não ficou muito ruim. Pupo irá contar com Abner Tofanelli (PSB), de relator, e João Paulo Rillo (PT), de suplente. O problema ficou sendo mesmo o membro. Bruno Moura (PL), que já havia declarado ser contra a apuração, assinou o requerimento depois. Segundo Paulo Pauléra (Progressistas), quem assinou depois que a CPI já tinha sido aberta foi só para “melar”. E se acha que está bom de drama, continue a leitura.

Dramalhão mexicano

Pouco depois que a CPI estava definida por sorteio, Branco resolveu encrespar. Segundo o vereador da base, Abner não tinha subscrito o requerimento da CPI e não poderia participar do sorteio. Neste momento, até Pauléra ficou injuriado e gritou lá da Mesa Diretora: “qual é o problema do menino ficar?”. Branco ainda tentou argumentar que Abner não estava em plenário no momento do sorteio, mas não adiantou.

Defensores

Alex de Carvalho (PSB), colega de bancada de Abner, tinha dito por diversas vezes que o vereador já tinha declarado interesse em participar e fez questão de garantir que o nome dele estaria lá. Outro que durante a confusão partiu para a defesa foi João Paulo Rillo (PT). O petista lembrou de histórico recente da Casa em que suplente, no exercício do mandato, assinou a CPI e o vereador voltou e participou do sorteio, sem subscrever.

Passa a régua

Para acabar com a discussão, Pauléra pediu a votação de um precedente, que acabou aprovado. Pela nova regra, vereador que voltar ao mandato não precisa subscrever requerimento. No entanto, deverá encaminhar ofício dizendo que não tem interesse em dar andamento a propostas que o suplente apresentou enquanto ocupava a cadeira. Desta vez, a emenda até que ficou bem no soneto.

Fica assim

A confusão toda demonstrou que os vereadores estão tentando tomar as rédeas da coisa e garantir a independência do Legislativo. Pauléra não esconde que já rompeu de vez com o governo e vem criticando as constantes falta de transparência da gestão. Porém, além dos barulhentos, tem outros mais discretos. Jonathan Santos (Republicanos) assinou a CPI e ficou quietinho. Ele não se pronunciou durante toda a treta.

Eleitorado

Por mais que se fale em interferência do partido na decisão de Jonathan, Diego Polachini, presidente do Republicanos, nega. Segundo o dirigente, Jonathan assinou porque quis, mas não descartou a tentativa de redenção junto ao eleitorado. Jonathan se absteve durante a votação do projeto que revogaria a nova Planta Genérica de Valores e sentiu o peso da decisão, uma vez que ele poderia ter mudado o rumo das coisas.

#Chateado

Quem ficou decepcionado com o governo foi Dourival Lemes. O ex-vereador, que atuou na Câmara por cinco mandatos, não foi nomeado como secretário de Governo na vaga de Branco. Quem ficou com o cargo foi o braço direito do vereador, ex-chefe de gabinete, Rodrigo Casanova. Dourival é cota do vice-prefeito Fábio Marcondes (PL), que negou legenda para Branco no PL. Já o governo ajudou Branco a conquistar o Progressistas.

Com a palavra

Dourival diz que a volta de Branco é uma questão estratégica do governo para reconstruir a base na Câmara. Segundo o ex-vereador, não é exatamente uma tentativa de cacifar o agora ex-secretário como um futuro presidente da Casa. O nome mais cotado, até então, era o de Pauléra, mas a recente ruptura fez o governo repensar. Talvez a pessoa com o melhor perfil de conciliador e com firmeza para o futuro seria Márcia Caldas (PL).

Agora não

Felipe Alcalá (PL) declarou que foi sondado pelo governo para assumir uma Secretaria. Entre as pastas expostas pelo vereador, está a do Trabalho, do Meio Ambiente e (surpresa!) a de Direitos Humanos. No entanto, ele afirma que tinha mais, sem dizer quais. A única realmente disponível, entre as três, é a do Meio Ambiente. Paulo Pagotto, atual secretário, está de licença médica e não tem interesse em voltar.

Encaixe

A tentativa de tirar Alcalá da Câmara é uma manobra desesperada de garantir que Dr. Tedeschi, primeiro suplente do PL, volte a ocupar uma cadeira. O fiel escudeiro do governo na Casa usou o tempo que teve no Legislativo para provar que é capaz de verdadeiros malabarismos de oratória para defender o governo. Tedeschi foi o único vereador que ousou questionar apontamentos feitos por Rillo no Regimento Interno.

Difícil

A negativa de Alcalá coloca o governo em uma situação difícil. Outros cinco vereadores eleitos pelo PL até que poderiam abrir vaga para Tedeschi, mas cada um deles tem um probleminha para chamar de seu. Entre aqueles mais ligados ao governo, Julião é o atual presidente e não tem motivos para deixar o cargo, enquanto Bruno Moura (PL) é pré-candidato a deputado e não pode ir para cargo comissionado.

Mais difícil ainda

Os outros seriam Klebinho Kizumba (PL), que acabou de chegar na Câmara depois de ter sido exonerado da Secretaria de Esportes por causa do escândalo do estacionamento na Cidade da Criança, Márcia Caldas (PL), que está muito bem e ainda com chances de ser presidente da Câmara, e Alexandre Montenegro (PL), completamente fora de cogitação para qualquer composição que poderia beneficiar o governo neste momento.

Tristinho

Robson Ricci (PSD) ficou decepcionado com a população que invadiu as redes sociais dele para fazer críticas, até pessoais, depois que ele acionou a Justiça para tentar barrar a CPI do Assédio. Ricci tem a faca e o queijo nas mãos, mas insiste em não usar. O dono da cadeira, Jorge Menezes (PSD) já deu o recado: se tiver que voltar, vai virar o vereador mais rebelde. Aparentemente, Ricci não está sabendo aproveitar a oportunidade.

Suspenso

Jean Dornelas (MDB) afirmou que suspendeu a pré-candidatura a deputado federal “por motivos profissionais”. O vereador declarou que não depende financeiramente da política e que não aderiu ao governo. Pelos bastidores, corre que Dornelas já teria aceitado um cargo no Procon e deixado a oposição de vez. “Caso eu não me candidate, eu avalio, em julho, se desisto”, afirmou o vereador, já declarando apoio a Baleia Rossi (MDB).

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