Redes Sociais

Política

Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 12 de dezembro

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

Publicado há

em

Ads

Abandonado

Depois de ter sido praticamente abandonado em plenário na sessão da última terça-feira (9), João Paulo Rillo (PT) conseguiu dar a volta por cima e emplacar uma nova CPI na Câmara. No início da semana, parte dos vereadores da base abandonaram a sessão, evitando votar o requerimento de prorrogação de prazo da CPI das Terceirizadas. Com isso, o pedido ficou encalhado por mais alguns dias e uma estratégia foi traçada.

Retirado

Rillo acabou por retirar o pedido de prorrogação da CPI das Terceirizadas, na sessão de quinta-feira (11). No entanto, muito se engana quem acredita que ele tenha desistido de enfiar os dois pés na marmita do governo. O petista acabou conseguindo assinaturas para abrir uma nova CPI, que tem tudo para virar um grande escândalo na cidade. A nova investigação vai mirar em assédios contra servidores públicos e terceirizados.

Ads

Ampliação

A primeira CPI mirou em contratos com empresas terceirizadas e foi, de certa forma, comemorada pelo prefeito Fábio Candido (PL). Na época, acreditava-se que a comissão ia pegar apenas os contratos assinados na gestão anterior, de Edinho Araújo (MDB), e que o atual governo iria passar ileso e ainda sair como herói. O andamento da investigação, no entanto, mostrou que não foi bem assim e trouxe bastante dor de cabeça para o governo.

Caiu

Uma das pastas mais atingidas diretamente pela CPI foi a de Educação, gerando tanto desgaste para a então secretária Renata Azevedo que ela pediu para sair. Já nos últimos dias a movimentação para engavetar a investigação tomou corpo e, mesmo sem uma decisão definitiva, o governo se posicionava contra o aumento de prazo. Como não tinha definição, os vereadores precisaram correr de um desgaste público anunciado.

Ads

Acordo

A nova CPI só foi possível mediante um acordo entre Rillo e o vereador Alex de Carvalho (PSB). Segundo o petista, que chegou a agradecer o pessebista em plenário, os cavalheiros decidiram que era melhor uma nova apuração. Rillo retirou o pedido de prorrogação e conseguiu assinaturas para uma nova CPI e, de quebra, uma garantia de que, havendo necessidade de mais uma comissão, vai conseguir abrir.

Sem comando

A sessão da Câmara virou palco de manifestações públicas desenfreadas. Pessoas que vão até o plenário e acabam atrapalhando o andamento dos trabalhos sem que nenhuma atitude firme seja tomada. Vereador é interrompido com gritos e até ofensas, mas demora muito para se ouvir o toque da campainha. Os parlamentares são constantemente ofendidos e o pouco tempo da primeira parte é tomado por discussões desnecessárias.

Contorcionismo

Na última sessão, Dr. Tedeschi (PL) e Carlos Henrique, ex-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, protagonizaram mais uma ceninha. Enquanto Tedeschi falava, Carlos Henrique rebatia das galerias. O vereador, na tribuna, resolveu responder. Resultado: sessão atrasou por quase dez minutos. Presidente da Câmara, Luciano Julião (PL), afirmou apenas que o vereador tem o direito de falar o que quiser na tribuna.

Provas

Renato Pupo (Avante) apresentou a resposta do cartório de imóveis a um requerimento feito por ele. O documento reafirma que a compra de um imóvel no condomínio de luxo Figueira I, feita pelo irmão do prefeito, foi realizada em dinheiro vivo. Pupo usou a afirmação do cartório para rebater a afirmação de Tedeschi, sobre ser “de praxe” constar em documento público o pagamento de imóveis em espécie.

Ato falho

Mesmo depois de ouvir de Pupo o que estava escrito no documento, Tedeschi rebateu, mas não sem antes cometer um ato falho. O vereador do PL agradeceu aos esclarecimentos prestados por Pupo, afirmando que de fato não tinha conhecimento e tentou se redimir: “quando eu disse que é de praxe que conste o pagamento em dinheiro público”. Tedeschi foi rápido e se corrigiu, mas insistiu que não foi o que aconteceu.

Processados

Pupo se uniu a Rillo e Pedro Roberto (Republicanos) para pedir o documento. Jean Dornelas (MDB) preferiu não fazer coro neste caso. O propósito do trio de oposição é reunir documentos, já que Pupo configura entre os processados pelo prefeito por ter divulgado a história da casa nas redes sociais. A confusão começou depois que a médica Merabe Muniz trouxe à tona a escritura. Ao todo, oito estão no paredão.

Negado

O prefeito chegou a acionar a Justiça pedindo para que o conteúdo publicado por Pupo e Merabe, além de outras páginas nas redes sociais, fosse apagado. A decisão do juiz Leonardo Lopes Sardinha, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível, negou liminar e determinou o sigilo do processo. Um nome que chama a atenção entre os processados: a conselheira tutelar Janaína Albuquerque.

Resposta

Pupo e Merabe não se sentiram intimidados com o processo. Enquanto o vereador busca documentos, Merabe continua no ataque. Sem dar a localização exata, a médica publicou um vídeo nas redes sociais de uma rua praticamente tomada pelo lixo. Segundo ela, o local nunca esteve daquele jeito “ao menos nos últimos dez anos”. Nas imagens, além do lixo acumulado em via pública, ainda aparecem pneus cheios de água.

Crítica

A médica aproveitou para fazer um elogio, mesmo que velado, à administração anterior com um questionamento: “será que a população resolveu jogar lixo só agora que o senhor virou prefeito?”. Merabe acusa o Fábio Candido de ficar mais preocupado em garantir apoio de outros partidos do que com a zeladoria da cidade. José Heitor dos Santos deixou a Secretaria de Serviços Gerais em junho e até agora não tem substituto definitivo.

Passou

Na última sexta-feira (5), o prefeito e o vereador Paulo Pauléra (Progressistas) foram flagrados na inauguração da feira no Terminal Rodoviário. Em clima amistoso, depois das farpadas do decano, eles até sorriam juntos. Depois desse encontro, nas duas últimas sessões, Pauléra parecia estar bem mais tranquilo. O vereador não disparou nenhuma crítica contra o governo e parece mesmo ter esquecido a saia justa das últimas semanas.

Tentativa

Depois que a Justiça de Mirassol marcou o julgamento do vice-prefeito e secretário de Obras, Fábio Marcondes (PL), para o dia 20 de janeiro, a defesa entrou com pedido de habeas corpos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Marcondes responde por injúria racial contra o segurança do Palmeiras, registrada por uma equipe da TV Tem em fevereiro, após o jogo do time da capital contra o Mirassol.

Não deu

O pedido foi avaliado pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, da 5ª Turma, e foi negado. Já é o segundo pedido feito pela defesa de Marcondes que é negado pela Justiça. O primeiro foi a tentativa de trancar a ação. A alegação da defesa é de que o relatório feito com inteligência artificial, que serviu de base para o indiciamento, deve ser anulado. O documento afirma que Marcondes chamou o segurança de “macaco velho”.

Casou-se

Alexandre Montenegro (PL) casou-se na última semana. O fato não seria politicamente relevante se não fosse pela foto publicada nas redes sociais. E não foi por ele. Quem publicou o registro foi Diego Polachini, presidente municipal do Republicanos. Como se não bastasse, quem aparece na foto, abraçado ao noivo, é João Paulo Rillo. Ambos foram padrinhos do casório. Renato Pupo não pôde estar presente.

AS MAIS LIDAS