Política
Rio Preto cai no ranking paulista de geração de empregos
Cidade criou 186 vagas em outubro, desempenho inferior ao de 2024
Rio Preto registrou criação de 186 postos formais de trabalho em outubro e caiu para o 27º lugar no ranking das cidades paulistas que mais geram empregos. Os dados são da Fundação Seade, com base no Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado representa uma queda expressiva em relação ao desempenho do ano passado, quando, em agosto, o município ocupava a 12ª posição, com saldo de 738 vagas.
No acumulado dos dez primeiros meses de 2025, Rio Preto soma 4.364 empregos gerados e figura na 17ª colocação estadual. Já no período de 12 meses, entre outubro de 2024 e agosto de 2025, o saldo é de 2.950 vagas, o que coloca o município em 19º lugar — desempenho inferior ao registrado em 2024, quando encerrou o ano na 11ª posição, com 7.589 contratações.
O cenário estadual, entretanto, segue positivo. O estado de São Paulo abriu mais de 500 mil vagas com carteira assinada de janeiro a outubro, segundo a Fundação Seade. No acumulado de 12 meses, foram 348 mil novas oportunidades. Somente em outubro, o saldo foi de 18,5 mil contratações. Em todos os períodos analisados, houve crescimento na geração de empregos: 0,12% no mês, 3,51% no ano e 2,4% em 12 meses.
São Paulo também concentrou parcela significativa das vagas criadas no país — 21,7% do total nacional em outubro, 28% no acumulado do ano e 26% no acumulado de 12 meses — reforçando sua posição como a unidade da Federação com maior saldo de empregos.
O setor de Serviços se manteve como principal motor do mercado de trabalho paulista em outubro, com 23.449 novos postos. Destacam-se as áreas de informação e comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; atividades administrativas e serviços complementares; transporte e armazenagem; e administração pública, educação e saúde. O Comércio aparece em seguida, com 3.155 vagas.
No acumulado de 12 meses, todos os grandes setores apresentaram saldo positivo: Serviços (206 mil), Comércio (70 mil), Indústria (36 mil), Construção (27 mil) e Agricultura (9 mil).
O estado também segue com um dos maiores salários médios de admissão do país. Em outubro, São Paulo registrou média de R$ 2.597,98 — o segundo maior valor nacional, atrás apenas do Distrito Federal (R$ 2.678,86). O salário paulista supera em 13% a média do Brasil, de R$ 2.304,31, e mantém o Sudeste como a região com melhores remunerações na admissão.
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