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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 23 de dezembro

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Catar

Depois do erro na publicação no Diário Oficial do Município que colocava o vereador licenciado e atual secretário de Esportes, Fábio Marcondes, em licença saúde ter sido corrigida para “período de férias” e uma publicação nas redes sociais que deu transparência ao pedido, o destino foi a final da Copa do Mundo no Catar. Marcondes, acompanhado do filho, acompanhou o jogo entre França e Argentina e fez questão de publicar uma foto com a legenda “Agradeço a Deus pela oportunidade! Gratidão”. Nos comentários, encontra-se uma alfinetada de Jorge Menezes (PSD): “Parabéns Fábio, agora pode voltar a trabalhar”.

História

O lançamento do livro que conta os 50 anos de vida pública do prefeito Edinho Araújo, escrito pelos respeitados jornalistas Mário Soler e Milton Rodrigues, secretário de Comunicação e comissionado na pasta, respectivamente, foi marcado por uma cerimônia de luxo, na terça-feira (20), no Rio Preto Shopping. Cada exemplar foi vendido por R$ 100 e a renda foi revertida para a Associação Renascer e APAE. Segundo Edinho, foram “cerca de 400 exemplares vendidos naquela noite”. Ainda tem exemplares disponíveis para quem não conseguiu comparecer ao evento.

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Premunição

A redação da Gazeta de Rio Preto recebeu um exemplar na terça-feira (20), com uma dedicatória carinhosa dos autores. Entre uma rápida folheada e uma e outra pergunta, ficou claro que a conta não bate. A gráfica demorou dez dias para entregar a encomenda e, já nas últimas páginas, consta o “Paulo Pauléra, vereador, presidente da Câmara em Rio Preto – 2023/2024”. Pauléra foi eleito para o cargo na sessão realizada no dia 13, sete dias antes do evento.

Intimação

O evento foi marcado pela presença dos primeiro e segundo escalões do governo. Secretários, assessores especiais, representantes de entidades e até servidores públicos compareceram para registar o momento e garantir um autógrafo dos autores e do prefeito. Segundo Edinho, “foram mais de cinco horas autografando livros e conversando com pessoas queridas”. Muitos disseram que foram intimados a comparecer. O objetivo da convocação foi demonstrar a união dos entes do governo, afirmaram.

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Faltou

No meio da multidão, não passou despercebida a falta de alguns políticos. Entre os secretários faltosos está o de Esportes, Fábio Marcondes. O próximo presidente da Câmara, Paulo Pauléra (Progressistas) estava fora da cidade. Entre os deputados eleitos por Rio Preto, apenas Itamar Borges (MDB) apareceu. Presidente do PL, o deputado federal Luiz Carlos Motta, e deputado estadual eleito Valdomiro Lopes (PSB), também não foram vistos.

No dia seguinte

Na tarde do dia seguinte ao lançamento do livro, na quarta-feira (21), Edinho reuniu, desta vez no gabinete, boa parte do secretariado para apresentar a prestação de contas do governo durante o ano. O prefeito falou das principais realizações e dos desafios para os dois últimos anos de mandato. No discurso, o chefe do Executivo se dirigiu diretamente aos secretários e agradeceu aos esforços, mas também cobrou dedicação para a reta final. Edinho pediu que todos aqueles que estão com férias atrasadas solicitem o descanso para “voltarem regenerados e com gás” para terminar o mandato.

Mais uma falta

O gabinete ficou relativamente esvaziado na prestação de contas. Mais uma vez Marcondes não estava. O chefe de gabinete, Zeca Moreira, também não. Dos 17 vereadores, apenas Jean Charles (MDB) marcou presença. Os faltosos perderam a oportunidade de ouvir de Edinho que pretende abrir as portas do gabinete para apresentar e receber projetos. O prefeito ainda afirmou que pretende não deixar obras inacabadas quando terminar o mandato.

Os feitos

Como destaque dos feitos do ano, Edinho escolheu a conclusão do Anel Viário J. Hawilla. A obra, de 35 quilômetros, foi entregue no último dia 16. O Hospital Municipal e a Casa Afro, assim como a Secretaria de Bem-Estar Animal e o Comitê Intersetorial de Política Municipal para a população em situação de rua foram tratados como as novidades. Nenhum setor da administração deixou de ser citado. Edinho foi chamado de “tocador de obras” por Mário Soler, que também destacou que foram mais de 1.500 obras realizadas durante os 50 anos de vida pública.

Confusão

Na reta final do quarto mandato, Edinho confundiu os 14 anos como prefeito. Primeiro, ele falou sobre ter “cuidado da bagunça da administração, em 2021, quando os salários e as cestas básicas dos servidores estavam atrasados”. O secretário de Governo e fiel escudeiro, Jair Moretti, se apressou e corrigiu Edinho, lembrando que a situação foi enfrentada 20 anos antes, em 2001. Pouco tempo depois, em entrevista coletiva, o prefeito se confundiu mais uma vez e disse que estava apresentando a prestação de contas de 2014.

Punição

O aumento de cadeiras na Câmara continua dando o que falar. A polêmica ainda é a situação dos vereadores da bancada do Republicanos e a notificação que receberam do presidente municipal da legenda, Diego Polachini, por não terem acatado as ordens do diretório de votarem contra a proposta. Robson Ricci e Karina Caroline foram afastados das funções partidárias. Na prática, isso significa que eles não farão parte das comissões permanentes da casa e não poderão utilizar o tempo regimental de dez minutos, disponíveis ao final de cada sessão para os líderes partidários.

Em pé de guerra

Depois de ter sido notificado, o vereador Robson Ricci encaminhou a defesa. Em diversos pontos, o documento de sete páginas tem uma linguagem bem simples, sem ‘juridiquês’, que beira o coloquialismo. Resumidamente, o parlamentar alega que a notificação cita uma regra que seria inexistente no Estatuto do Partido. Ricci ainda revela que não foi informado sobre a troca de líder de bancada. Enquanto o site da Câmara mostra que o vereador é líder, a notificação de Polachini traz Karina como detentora do posto. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Karina está como ‘inativa’.

E tem mais

Ricci chama de “ridículo” a exclusão “deliberada e proposital” dele como líder de bancada e também expõe que a diretoria é formada, em sua maioria, por membros da mesma família. O vereador ainda dá enfoque para o fato de que não há um Conselho de Ética constituído no diretório municipal e encerra mostrando que o mesmo tipo de projeto foi aprovado em diversas cidades paulistas com o apoio de correligionários que não sofreram punições. Polachini não se posicionou. 

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