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CPI provoca baixaria na Câmara e comissão comprova venda ilegal de combustível

A CPI do Combustível investigou e comprovou desvio e a venda de combustível na garagem municipal e na usina de asfalto entre os anos de 2013 a 2016, durante o governo de Valdomiro Lopes, do PSB

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Momento tenso na sessão de 28 de outubro, terça-feira, na Câmara Municipal de Rio Preto com agressões verbais entre os vereadores Paulo Pauléra, do PP, e Marco Rillo, do PT.  Chamado para ler o relatório final da CPI do Combustível, o vereador Anderson Branco, do PL, relator da Comissão de Inquérito, se recusou. Disse que discordava do relatório e que não participou da redação do documento. O relatório de uma CPI tem que ser lido na sessão subsequente ao seu protocolo, que é do dia 24 de Outubro.
A CPI do Combustível investigou e comprovou desvio e a venda de combustível na garagem municipal e na usina de asfalto entre os anos de 2013 a 2016, durante o governo de Valdomiro Lopes, do PSB. A denúncia foi feita ao vereador Marco Rillo. Ele pediu a instalação da CPI mais não foi sorteado para fazer parte dela. O presidente foi o vereador Pedro Roberto, do Patriotas, o relator Anderson Branco, do PL, membro Renato Pupo, do PSD, e Francisco Júnior, suplente.
Paulo Paulera estava decidindo qual o caminho a tomar após a recusa de Anderson Branco quando interrompeu o que estava falando e se voltou para Marco Rillo. Perguntou se Rillo estava rindo dele. O petista disse que sim. Os dois começaram uma troca de insultos que evoluiu para ofensas com palavras debaixo calão. Rillo queria que Branco lesse o documento. O regimento interno da Câmara é omisso quando o relator se recusa a ler um relatório. Pauléra tinha que decidir se o documento seria lido e se a leitura seria feita por Pedro Roberto ou Renato Pupo .  O regimento diz que essa é uma definição que cabe ao presidente da Câmara, que neste momento é Paulo Pauléra. 
Rillo acreditou que estava havendo uma manobra, envolvendo Pauléra, para que o documento não fosse lido. Pauléra foi o Secretário dos Serviços Gerais entre 2013 e 2016. A garagem e a usina de asfalto estavam sob sua responsabilidade.  O bate boca provocou a interrupção da sessão por cinco minutos para que os ânimos fossem acalmados. A troca de insultos incluiu palavras como palhaço, patife, indecente, idiota e até mesmo abutre humano. Pauléra disse que Rillo sequer devia ser vereador. Pauléra insistia que Rillo começou a duvidar que a permissão para que a leitura do relatório fosse dada antes que ele tomasse uma decisão sobre o assunto. Para provar, queria que a TV Câmara reprisasse os momentos que antecederam a discussão. Mas a TV Câmara só conseguiria mostrar a reprise em 30 minutos. Anderson Branco decidiu ler o relatório, a polêmica desapareceu e a sessão foi retomada.  
O relatório
A CPI do Combustível ouviu testemunhas que comprovaram ter comprado combustível de Cristiano da Silva. Ele era e é funcionário público comissionado (cargo de confiança). Ficou comprovado que seu superior imediato, Roger Balista permaneceu com um carro Fiat Pálio, da Prefeitura, durante 15 meses seguidos com o equipamento que mede o volume de combustível que o abastecia, quebrado, sem qualquer providência durante todo esse tempo. A CPI comprovou que Balista abastecia o carro uma vez por dia, ás vezes duas. Branco disse que não fez o relatório ou o assinou porque ele “é muito acusatório” e que essa função é da “Justiça”. Na verdade, uma CPI (ou CEI, no caso da Câmara de Rio Preto) tem poder de polícia e pode, durante o depoimento, em caso de mentira comprovada, dar voz de prisão ao depoente. Legalmente, a CPI tem poder de polícia.
O relatório agora será enviado ao Ministério Público e à Seccional de Polícia para que as investigações se aprofundem e, se for o caso a Justiça abra uma queixa crime contra os dois funcionários. O vereador Renato Pupo pediu ao prefeito Edinho Araújo, do MDB, que demita os dois funcionários que ainda permanecem em seus cargos.  O vereador delegado disse que os dois não reúnem mais condições morais para permanecer em seus cargos. A Gazeta de Rio Preto online antecipou o resultado do relatório dia 24.

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