Redes Sociais

Cidades

Dia após dia pessoas são enganadas pelo golpe do anúncio de veículo clonado

Ludibriado, idoso enviou Pix de R$ 27 mil para criminoso cibernético

Publicado há

em

Divulgação/Ilustrativa
Ads

E o golpe do anúncio de veículo clonado e com preço bem mais barato voltou a fazer vítimas em Rio Preto. Assim como no plantão de terça (veja aqui), nesta quarta-feira (26) a situação se repetiu no Centro da cidade. Um homem de 73 anos contou na Central de Flagrantes que viu no ‘Marketplace’ do Facebook o anúncio de um Fit Flex cinza por R$ 31,9 mil.

O problema é que este era o anúncio falso, que teve fotos e detalhes do veículo copiados e postados com preço bem abaixo. Nas páginas que constavam o anúncio verdadeiro e original, o mesmo automóvel valia R$ 44 mil. O idoso entrou em contato – sem saber – com o criminoso, que lhe afirmou “que o veículo pertencia a uma tia dele e que estava intermediando a venda. Caso se interessasse, era para ir ver o Fit no endereço dela, mas não era para falar em valores, pois atrapalharia a negociação”.

No local determinado, ele se encontrou com a proprietária e criadora do anúncio real, de 61 anos. Ela mostrou o veículo e o homem se interessou em comprar. Eles realizaram os procedimentos de praxe e foram para o cartório para reconhecimento de firma do Certificado de Registro do Veículo. Sem desconfiar de nada, o idoso realizou um pagamento via Pix de R$ 27 mil para uma conta que teve como beneficiária uma pessoa física (nome feminino diferente de como se chama a proprietária).

A mulher preencheu o recibo de venda e entregou o carro para o idoso, mas em razão de nenhum valor cair na conta dela e o bandido ter bloqueado o contato dela no WhatsApp, constatou que se tratava de um golpe de estelionato. As duas vítimas afirmaram que durante a negociação o golpista estava em contato com ambos, monitorando e trocando mensagens.

Ads

No depoimento, a mulher contou ao delegado que anunciou o carro por R$ 44 mil em três sites/plataformas diferentes. O bandido entrou em contato com ela e lhe afirmou “que o empreiteiro que havia realizado a casa dele receberia o Fit como pagamento de parte das obras e que se interessava em receber dessa forma. Ele disse a data que o homem iria ver o carro com ela e também solicitou que não falasse em valores”.

O veículo, no entanto, não foi apresentado na delegacia e o documento não especifica com quem ele ficou. As vítimas foram orientadas quanto ao prazo de seis meses que têm direito a processar o criminoso cibernético. Este tempo passa a contar apenas quando – e se – o bandido for devidamente identificado. A queixa foi encaminhada para o distrito policial correspondente a área dos fatos, onde será investigada.

AS MAIS LIDAS