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Escolha bem seus alimentos e atenção para o diabetes

Artigo escrito pelo Prof. Dr. Edmo Atique Gabriel

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Brócolis ou macarrão? Frutas ou pizza? Espinafre ou churrasco? Esta concorrência certamente seria muito desleal, visto que a preferência da maioria das pessoas seria pelos alimentos considerados mais apetitosos – os vegetais e as frutas estariam em grande desvantagem.

Quando o mudamos o cenário desta competição, incluindo especialmente o risco cardiovascular, os vegetais ocupam significativo papel de destaque para melhorar o padrão alimentar das pessoas e reduzir o número de complicações cardiovasculares.

No entanto, um recente estudo que tem repercutido em muitos veículos de imprensa, demonstrou que não basta somente comer vegetais e esperar que o risco cardiovascular diminua. Existiria também a questão do estilo de vida, um aspecto que muitas pessoas insistem em não modificar, seja por uma questão de comodismo, seja por uma questão de ausência de força de vontade.

Nos países ocidentais, principalmente nos Estados Unidos, o hábito de não priorizar alimentos de origem vegetal na alimentação diária já é um desafio desde a infância. A maior prova disto é o que elevadíssimo índice de obesidade que acomete as crianças norte-americanas.

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Por outro lado, em países como Turquia e Grécia, as crianças já são condicionadas ao consumo de vegetais e frutas em todas as refeições. Muitas vezes o café da manhã destas crianças é composto por alimentos como pepinos e tomates, todos crus e com algum tempero.

A dieta mediterrânea tem sido apontada como o melhor padrão alimentar para uma população que busca longevidade, controle de fatores de risco e prevenção das doenças e agravos crônicos. No entanto, seria contraditório manter determinados vícios, como o tabagismo e o estilismo, ainda que sua alimentação seja predominantemente de origem vegetal. Analogamente, seria estranho vivenciar um estilo de vida eminentemente estressante, com noites de sono irregular, ausência de horas de lazer, brigas e desavenças frequentes em casa e no trabalho, e querer gabar-se por comer cenouras e palmitos em todas as refeições.

Nada de forma isolada constitui-se num mecanismo eficiente de redução dos riscos cardiovasculares. Fumar ativamente e comer vários vegetais não implica em sucesso. Da mesma forma que não cuidar do peso, não controlar a pressão, viver sob constante estresse, mesmo não fumando, não significa que o risco de infarto do coração seja mínimo.

Prof. Dr. Edmo Atique Gabriel. Cardiologista com especialização em Cirurgia Cardiovascular, orientador de Nutrologia e Longevidade e coordenador da Faculdade de Medicina da Unilago.

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www.drgabrielcardio.com.br

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