Saúde
Mutirão de tratamento de cardiopatia congênita atende 12 crianças no HCM
As crianças, que passariam por uma cirurgia no tórax, receberam os dispositivos por meio de um pequeno corte na coxa
O Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto se uniu à Abbott, empresa global de cuidados para à saúde, no projeto Little Heroes para o tratamento de cardiopatia congênita em bebês e crianças. Nesta quinta-feira (17), 12 crianças e jovens, que sofrem da condição, passaram por um procedimento cirúrgico minimamente invasivo para correção dos problemas no coração.
Little Heroes é uma iniciativa internacional da Abbott, na qual a empresa fornece suporte e dispositivos médicos para melhorar a saúde de crianças com problemas cardíacos ao redor do mundo.
O médico responsável pelo atendimento das crianças, André Bodini, explicou que o procedimento é menos invasivo porque não inclui a abertura do tórax da criança para a realização da cirurgia. “Esses dispositivos pediátricos, para fechamento de defeitos do septo atrial (CIA), e a persistência do canal arterial (PCA), são capazes de salvar vidas e estão fazendo a diferença na vida de crianças em países onde são aprovados para uso. A PCA, diagnosticada em algumas das crianças e jovens atendidas pelo projeto, atinge cerca de 1 em 2.000 partos, sendo significativamente mais frequente em bebês prematuros”, explicou o cardiologista.
No caso dos pacientes que participam deste mutirão do HCM, a intervenção é feita por meio da artéria na coxa. O equipamento passa pela circulação até chegar ao coração, onde será colocado o dispositivo. “O objetivo é facilitar a recuperação destes pacientes de forma rápida e eficiente. Terminado o procedimento, essas crianças terão vida normal”, ressaltou Bodini.
A primeira criança a passar pelo procedimento foi Yasmin Beraldo Santana, de 4 anos. A menina foi diagnosticada com cardiopatia no primeiro mês de vida. A mãe, Anelise Beraldo Santana, moradora de Piratininga, conta que a filha teve dificuldades de acompanhar as outras crianças na escola. “É um alívio saber que a Yasmin vai passar pelo procedimento e ter um desenvolvimento completo daqui para frente. Saber que minha filha foi escolhida para passar pelo procedimento me deixou em choque e feliz ao mesmo tempo. Vai ser o melhor para ela”, disse a professora.
A cardiopatia congênita é a anomalia mais comum no mundo em bebês. Aproximadamente 1 em cada 4 crianças com defeito cardíaco congênito necessita de uma cirurgia durante o primeiro ano, mas 9 em cada 10 vivem em países sem acesso aos cuidados especializados que precisam para sobreviver, sendo que muitas passam anos sem tratar a condição adequadamente.
Paciente do SUS, Yasmin estava apta para fazer o procedimento invasivo, que inclui abrir o tórax da criança para fazer a cirurgia no coração. A mudança de planos agradou ao pai, Flávio Augusto Santana, que relatou estar emocionado com a oportunidade. “É muito bom saber que minha filha vai ter uma segunda chance. Ela terá um coração bom e vai se desenvolver bem. Eu só tenho a agradecer pelo bem que estão fazendo à minha filha”, disse.
Rio Preto é a terceira cidade a receber o mutirão. Até o momento, cerca de 40 crianças já receberam os dispositivos em Porto Alegre (RS) e Recife (PE).
