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Gesto simples de cabeça gera briga entre motociclistas em Rio Preto

Vítima alega que foi ameaçada de morte e que agressor afirmou ser de facção criminosa; envolvido nega acusações

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Divulgação/Ilustrativa
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Uma balançada negativa de cabeça desencadeou uma reação agressiva de um motociclista, que passou a agredir a vítima com socos e pontapés. A ocorrência foi registrada neste sábado (17) no Jardim Soraia, em Rio Preto. De acordo com informações do BO, era por volta de 11h50, quando um homem de 38 anos, seguia com uma moto XRE300 amarela por uma via do bairro, e foi interceptado por uma outra motocicleta, uma Falcon prata, conduzida por um jovem de 24 anos.

A vítima, por pouco, conseguiu evitar uma colisão e, em seguida, balançou a cabeça negativamente desaprovando a manobra do suspeito, que atravessou a sinalização de ‘Pare’. Na sequência, o condutor da Falcon pediu para a vítima parar e foi tirar satisfações com ele, querendo saber o motivo de ter balançado a cabeça.

Logo em seguida, o suspeito começou a desferir socos e pontapés na vítima, que caiu no chão. Quando levantou, as agressões continuaram e a moto dele também foi derrubada e danificada na carenagem, guidão e retrovisor. Pessoas que passavam pelo local conseguiram intervir e conter o agressor, que estava alterado e gritava “ser de facção criminosa e que iria matá-lo”. Em seguida, ele fugiu do local.

A vítima compareceu à Central de Flagrantes e, durante a apresentação da ocorrência, recebeu diversas ligações do agressor, nas quais dizia “que chamar os irmãos”, tentando intimidá-lo. Disse ainda ao delegado que o rapaz o conhece, já que trabalha em uma fornecedora de peças, onde o mesmo fez compras, acreditando que seja por isso que o suspeito tenha o número do celular dele.

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Outro lado

Já o piloto da Falcon afirmou em depoimento que seguia normalmente pela via, quando ao efetuar uma conversão numa esquina do local, uma moto XRE dourada se aproximou e o condutor fez gesto para ele e balançou a cabeça negativamente. Ele alega que continuou o caminho normalmente, mas gesticulou ao piloto da moto “o que teria feito”.

Ao se aproximar do semáforo, o condutor da XRE pediu para ele parar, o que foi feito. Na sequência, o piloto teria parado ao lado dele e lhe desferido um soco no capacete, o que fez ele cair no chão. Ao se levantar, o rapaz veio para cima e entraram em luta corporal e ele apenas se defendeu, já que o físico dele é desproporcional ao do outro envolvido.

Pessoas que estavam no local conseguiram conter a confusão e ele conseguiu o telefone do outro motociclista com uma moça que estava no local e o conhecia, e lhe passou o número. Afirmou também que ligou para ele para ver a situação da moto, tendo lhe dito que sabia onde ele trabalhava e que iria até o local para resolver a questão dos danos.

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Por fim, negou que tenha o ameaçado de morte ou que seja de qualquer facção criminosa. Inclusive, frisou que possui testemunhas que podem confirmar a versão dele.

Determinação

O delegado de plantão qualificou os envolvidos no BO como ‘autor/vítima’, expediu requisição para ambos realizarem exames de corpo de delito no IML e os deixou cientes do prazo de seis meses para representar criminalmente (processar) um contra o outro.

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