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HB faz tratamento inédito de próstata pelo SUS em Rio Preto

Até então, esse tipo de tratamento era restrito a clínicas particulares e raramente oferecido na BBC após avaliação da equipe médica e disponibilidade dos materiais necessários

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Funfarme
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Pela primeira vez, o Hospital de Base de Rio Preto, realizou um procedimento minimamente invasivo para tratar problemas na próstata por meio do SUS. O paciente, Gumercindo Gonçalves da Silva, de 89 anos, foi submetido a um tratamento moderno, chamado embolização das artérias da próstata.

Gumercindo convivia com hiperplasia prostática benigna (HPB), uma condição comum em homens idosos que provoca o aumento da próstata e causa sintomas como dificuldade para urinar, sensação de bexiga cheia mesmo após urinar, e até retenção urinária. No caso dele, a próstata estava com cerca de 180 gramas — seis vezes maior que o normal.

Segundo a Dra. Ana Paula Bogdan, urologista da Funfarme e coordenadora da residência médica do Serviço de Urologia do HB, pacientes com próstatas muito aumentadas normalmente são submetidos à cirurgia (prostatectomia), um procedimento invasivo que exige anestesia geral, internação prolongada e tem riscos associados, como infecção, sangramento, incontinência urinária e disfunção erétil.

“A embolização é uma alternativa menos invasiva, principalmente para pacientes que não têm condições clínicas para enfrentar uma cirurgia, como é o caso do seu Gumercindo”, explica.

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A intervenção foi realizada pelo radiologista intervencionista Dr. Rafael Garzon, que conduziu o procedimento com anestesia local, utilizando imagens para guiar a introdução de cateteres até os vasos que irrigam a próstata. Esses vasos foram bloqueados seletivamente, reduzindo o fluxo sanguíneo e o volume da próstata.

“Conseguimos atingir ambos os lobos da próstata com precisão, o que aumenta as chances de bons resultados”, destaca o médico.

Até então, esse tipo de tratamento era oferecido apenas em clínicas particulares ou, de forma pontual, mediante avaliação específica. Agora, com a realização do primeiro caso pelo SUS, o Hospital de Base abre caminho para incluir a técnica no protocolo de atendimento a pacientes com HPB em casos mais complexos ou sem condições cirúrgicas.

Alívio para a família

Gumercindo foi diagnosticado com HPB há cerca de um ano e estava sendo acompanhado no Ambulatório de Especialidades do hospital. Com o agravamento dos sintomas — como dor e sangramento persistente — ele foi internado para avaliação, e os médicos indicaram o novo procedimento.

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A filha dele, Terezinha Gonçalves de Souza, de 65 anos, comemorou o resultado.

“Meu pai já tem quase 90 anos, então uma cirurgia seria arriscada. Quando sugeriram esse procedimento menos agressivo, ficamos aliviados. Graças a Deus deu tudo certo. O sangramento, que durava mais de um mês, parece que finalmente parou”, disse.

Seu Gumercindo também se mostrou satisfeito com o tratamento. “Quando o médico disse que não ia precisar de cirurgia, fiquei muito feliz. Fui bem tratado e correu tudo em paz”, contou.

Ele já recebeu alta e se recupera em casa.

A expectativa agora é que o Hospital de Base possa ampliar o acesso a esse tipo de tratamento, que representa mais segurança e conforto para pacientes do SUS com quadros delicados de HPB.

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