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MP denuncia segurança por homicídio e pede júri popular em Rio Preto

Acusado é apontado como autor da morte de Giovani Svolkin durante briga em bar de Rio Preto

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O Ministério Público denunciou o segurança particular Keven Ígor Silveira de Novaes por homicídio triplamente qualificado pela morte do empresário e serralheiro Giovani Svolkin da Silva, ocorrida na noite de 26 de outubro de 2025, no bar Resenha, na Vila Bom Jesus, em Rio Preto. Com a denúncia, o MP pede que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

(A vítima Giovani Svolkin da Silva/ arquivo pessoal)

Segundo a acusação, o crime foi cometido por motivo torpe e fútil, além do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público sustenta que a confusão teve início após um desentendimento banal dentro do estabelecimento, envolvendo ciúmes e provocações entre os envolvidos.

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O promotor de Justiça Hérico William Alves Destéfani afirma  na denúncia que houve intenção clara de matar e pede, além do júri popular, a fixação de indenização mínima aos familiares da vítima.

O Ministério Público também solicitou o desmembramento do processo para apuração, em autos separados, de possíveis crimes de porte ilegal de arma de fogo e lesões corporais envolvendo outros participantes da briga generalizada, por entender que esses fatos não são de competência da Vara do Júri.

Relembre o caso

Após o crime, Keven Ígor ficou foragido por cerca de 40 dias e foi preso pela Polícia Militar na casa do pai, em Planalto, na região de Rio Preto. Ele estava “vivendo”  escondido no forro do imóvel, entre o teto e o telhado. Antes disso, em uma pequena afirmação condedida ao Gazeta de Rio Preto por meio de seu advogado, Renato Marão, o acusado negou ter atirado em Giovani pelas costas e afirmou que agiu para proteger os pais, que estariam sendo agredidos durante a confusão generalizada em frente ao bar.

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(Reprodução)

Em vídeos gravados na época e compartilhados nas redes sociais, Keven aparece levando vários socos de Giovani e tem a camiseta rasgada. Seus pais também são violentamente agredidos. Em um cena, sua mãe aparece caída no chão, levando tapas de duas mulheres.

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Na ocasião, Marão sustentou que a conduta do cliente configuraria legítima defesa de terceiros, alegando que Keven interveio ao ver os pais cercados por várias pessoas. A defesa apresentou à Polícia Civil laudos do Instituto Médico Legal (IML) que apontariam lesões sofridas pelos pais do acusado.

O delegado Marcelo Ferrari, do 1º Distrito Policial, confirmou ao Gazeta de Rio Preto que o desentendimento começou dentro do bar e que a primeira agressão ocorreu quando Keven e a família já deixavam o local. O irmão de Giovani teria dado uma voadora no acusado por cima da barra de proteção do bar. No entanto, segundo o delegado, Keven “perdeu a razão” ao reagir com arma de fogo. Para a Polícia Civil, a vítima tentou cessar a briga antes de ser perseguida e baleada.

Laudos divergentes

Os laudos periciais reunidos na investigação apresentaram conclusões distintas sobre a dinâmica dos disparos que mataram Giovani Svolkin da Silva. O exame necroscópico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) indicou inicialmente que os tiros teriam atingido a vítima pela frente, após ela colocar o braço à frente do corpo, com os projéteis transfixando o membro e alcançando o tórax.

No entanto, um laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística (IC), com base na análise da cena do crime, imagens em vídeo e avaliação das lesões no local, apontou que os disparos partiram por trás, durante a briga registrada em frente ao bar. A divergência foi atribuída ao momento em que cada perícia foi realizada, já que o exame do IML ocorreu horas após a morte, enquanto o trabalho do IC considerou elementos preservados no local.

Diante das conclusões conflitantes, o Ministério Público solicitou a ampliação da apuração e a elaboração de um laudo complementar, que consolidou a análise técnica e indicou que Giovani foi atingido por tiros pelas costas. O documento levou em conta os diferentes exames, os vídeos anexados ao inquérito e novos depoimentos colhidos ao longo da investigação.

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*O uso, a reprodução, cópia ou qualquer alteração feita no texto desta reportagem estão proibidos pela autora.

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