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Protocolo da Secretaria de Saúde suspende cirurgias eletivas em Rio Preto

Objetivo é controlar o aumento de pacientes nas UPAs e liberar leitos nos hospitais

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Para controlar o aumento de pacientes nas UPAs e liberar leitos na Santa Casa e no Hospital Municipal, a Secretaria de Saúde de Rio Preto suspendeu as cirurgias eletivas por tempo indeterminado. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15) pelo secretário Dr. Aldenis Borim.

A medida, aplicada há cerca de 20 dias, já reduziu o número de internações em 43%. O número de pacientes aguardando leito caiu 46%.

Anteriormente, o número de internações nas UPAs era de 125 pacientes, com 75 na fila de espera. Hoje são 60 internados e 40 em espera.

“Evidentemente estamos com falta de leitos hospitalares para pacientes que necessitam de diagnóstico mais detalhado, em ambiente hospitalar, não dentro das UPAs. Na Santa Casa e no Hospital Municipal, a prioridade é o atendimento em pacientes com urgência, resguardando pessoas com diagnósticos mais graves como doenças neurológicas, cardíacas e com câncer”, afirmou.

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“O paciente que chegar em uma UPA com dor no peito e precisar fazer exames para saber se ele está infartando, esse tem prioridade na Santa Casa. Já um paciente com hérnia, mioma e diagnósticos mais simples, esses serão postergados para depois, quando houver redução maior, serem atendidos”, explicou.

Atualmente existem em torno de 30 ou 40 pacientes internados nos chamados “leitos sociais” da Santa Casa. Esses leitos são ocupados por pacientes que não estão mais em  tratamento, mas necessitam de cuidados e não tem família ou para onde ir. Essas pessoas chegam a ficar até quatro meses internadas.

A pasta faz tratativas em hospitais do interior paulista para conseguir a transferência. A liberação de 30 leitos na Santa Casa, por exemplo, representaria 300 vagas na entidade por mês.

O aumento na demanda de atendimento nas UPAs da cidade voltou no final de janeiro e início de fevereiro deste ano. Desde então, a Saúde tem adotado medidas e um protocolo para contornar a situação.

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“Os pacientes das UPAs não estão desassistidos”, pontuou Borim.

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