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Aluna de 12 anos é vítima de racismo e agressão em escola de Rio Preto

Estudante do 6º ano teria sido alvo de xingamentos, ameaças e violência física durante dois ou três meses

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Reprodução/ Google Street View
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Uma vendedora de 35 anos registrou boletim de ocorrência na última quarta-feira (21/10), contra quatro estudantes da Escola Estadual Professora Maria de Lourdes Murad de Camargo, no bairro Bosque da Felicidade, em Rio Preto. Eles são acusados de praticar bullying, proferir ofensas racistas, ameaçar e agredir fisicamente a filha dela, de 12 anos.

Segundo o relato da mãe à polícia, os episódios teriam começado há cerca de dois ou três meses. A menina estuda na mesma turma do 6º ano que os adolescentes denunciados e, diante das situações relatadas, passou a recusar a ida à escola.

O caso chegou ao conhecimento da mãe na segunda-feira (19), quando a unidade escolar entrou em contato e pediu que ela buscasse a filha, sob a justificativa de que a estudante estava com dor de cabeça. Ao chegar ao local, a mulher encontrou a menina chorando.

A adolescente contou que era alvo de comentários depreciativos sobre a cor da pele, o cabelo e características físicas. Conforme a denúncia, um dos estudantes também teria dado socos e puxado os cabelos da garota. O mesmo aluno seria responsável por ameaçá-la repetidamente, dizendo que a agrediria caso ela revelasse o que acontecia. Segundo a menina, as agressões já teriam ocorrido em outras ocasiões.

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A mãe afirmou que procurou a direção da escola estadual para pedir providências, mas recebeu orientação para formalizar a denúncia na polícia.

Com a palavra, a Secretaria Estadual de Educação:

“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) repudia toda e qualquer forma de violência e preconceito, dentro ou fora das unidades escolares. A gestão da unidade escolar, assim que tomou conhecimento do ocorrido, iniciou uma apuração interna para averiguar os fatos e promoveu uma mediação de conflitos entre os envolvidos. Os responsáveis pelos estudantes foram convocados para esclarecimento dos fatos e ciência das medidas disciplinares cabíveis.

A direção da escola ressalta que atua permanentemente com a equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP), desenvolvendo ações contínuas de conscientização, mediação de conflitos e promoção de um ambiente seguro.

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A Unidade Regional de Ensino (URE) de São José do Rio Preto e a gestão escolar acompanham de perto o caso para prestar o suporte psicopedagógico necessário.”

(Atualizada às 13h23)

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