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Quadrilha que vendia dados e ensinava golpes é condenada a 70 anos

Grupo atuava desde 2021 utilizando ferramentas tecnológicas para invadir contas, acessar informações bancárias sigilosas e clonar cartões

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Polícia Civil
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A Justiça condenou quatro integrantes de uma organização criminosa investigada por aplicar golpes eletrônicos e comercializar dados bancários furtados em Rio Preto. Somadas, as penas ultrapassam 69 anos de prisão em regime fechado. Ainda cabe recurso da decisão.

A sentença foi proferida pela 2ª Vara Criminal da cidade na última terça-feira (5/5). Conforme o Ministério Público, os réus respondiam por crimes ligados à organização criminosa e estelionato eletrônico.

Segundo as investigações, o grupo atuava desde 2021 utilizando ferramentas tecnológicas para invadir contas, acessar informações bancárias sigilosas e clonar cartões. Depois, os dados eram comercializados em ambientes clandestinos da internet voltados a outros golpistas.

Entre os condenados está Paulo César Gomes da Silva Dutra, apontado como líder da organização. De acordo com a denúncia, ele administrava grupos de mensagens usados pelo esquema e concentrava os lucros obtidos pelas fraudes. A pena aplicada a ele foi de 24 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, fraude eletrônica, posse de arma com numeração raspada e comércio ilegal de arma de fogo.

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Rodrigo Rosário dos Santos, identificado como responsável pela movimentação financeira da quadrilha, recebeu pena de 14 anos e 8 meses de prisão. Já Carlos Henrico Silva Dias, descrito pelas investigações como o responsável pela estrutura tecnológica utilizada nos golpes, também foi condenado a 14 anos e 8 meses.

Lucas Barbas de Carvalho Pinto, acusado de captar dados bancários e informações cadastrais das vítimas para abastecer o sistema criminoso, foi condenado a 12 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão.

Conforme o processo, os criminosos vendiam pacotes ilegais conhecidos como “kits bico”, contendo logins, informações pessoais, contas bancárias falsas e cartões clonados destinados à prática de fraudes.

Atualmente, três integrantes da quadrilha estão presos. Um quarto envolvido permanece foragido e ainda não teve a identidade divulgada oficialmente pelas autoridades.

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