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Secretaria de Saúde traça Plano de Contingência da Dengue

Expectativa é que Rio Preto sofra surto da doença

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Prevendo a possibilidade de um surto nos casos de dengue para este ano, a Secretaria de Saúde de Rio Preto elaborou um Plano de Contingência da Dengue que contempla uma série de ações. O plano foi anunciado nesta sexta-feira, dia 18, pelo secretário da pasta, Aldenis Borim, e sua equipe formada pelo Chefe da Vigilância em Saúde, Izalco Nuremberg, do Chefe de Vigilância Epidemiológica, Andréa Negri, do Chefe da Vigilância Ambiental, Abner Alves e do médico virologista, Maurício Lacerda.
As ações foram traçadas ao longo dos últimos seis meses já que pelo acompanhamento dos dados é provável que Rio Preto tenha um surto da doença.
Serão criados dois centros de tratamento da dengue, um na região norte e outro na sul. Os dois poderão ter até 150 leitos e serão destinados especificamente para os pacientes já diagnosticados com a dengue.

Nos 17 primeiros dias deste ano já foram detectadas 34 pessoas com a doença, sendo que 370 estão em investigação. Em média 40% dos casos acabam sendo positivos. O que preocupa a equipe da saúde é com a dengue tipo 2, já que o vírus é mais agressivo. O secretário de Saúde, Aldenis Borim, lembra que os mosquitos em sua maioria estão dentro das residências. “Cerca de 80% das fêmeas do mosquito está dentro das residências. A população tem de cuidar das casas”, diz.

Os mutirões com agentes da saúde vão intensificar as visitas as residências a partir de fevereiro quando aos sábados os profissionais passarão também a verificar as casas. Ações de limpeza em áreas públicas e em bairros para estimular a população também fazem parte da estratégia. “Vamos a partir da próxima semana aumentar o número de veículos de nebulização, o conhecido fumacê, para matar o mosquito adulto que já está picando e transmitindo os vírus”, diz o Chefe da Vigilância Ambiental, Abner Alves. A Secretária vai distribuir uma cartilha a pessoa com suspeita da doença para que ela monitore a evolução do tratamento e facilidade os médicos.

Historicamente o auge da epidemia de dengue ocorre no mês de abril. Em 2018, foram registrados na cidade 728 casos de dengue, sendo 163 apenas nos meses de novembro e dezembro, e ainda há 381 suspeitas em investigação. Ninguém morre pela doença em Rio Preto desde 2016. No ano passado, no Estado, foram registrados dez óbitos, sendo três na região de Araçatuba – Andradina, Ilha Solteira e Pereira Barreto.

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O problema não preocupa apenas Rio Preto. Segundo o Estado, a dengue dois também circula em Catanduva, Indiaporã, Ipiguá, Itajobi, Mirassol, Pirangi e Uchoa. Análises feitas no Instituto Adolfo Lutz permitiram rastrear a presença do subtipo do vírus.
A última epidemia de dengue em Rio Preto foi em 2016, com 16,2 mil casos e duas mortes.
 

 

 

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