Política
Sem oitava assinatura, CPI do Sítio é arquivada na Câmara
Pedido de investigação sobre compra de imóvel pelo prefeito Fábio Candido terminou com sete adesões e não atingiu número mínimo exigido pelo Legislativo
A tentativa da oposição de instalar a chamada CPI do Sítio na Câmara de Rio Preto fracassou nesta terça-feira (26) após o requerimento não atingir o número mínimo de assinaturas necessárias para abertura da comissão parlamentar de inquérito.
O pedido, apresentado pelo vereador Pedro Roberto (Republicanos), precisava do apoio de ao menos oito parlamentares, equivalente a um terço da composição da Casa. No entanto, a proposta encerrou o prazo regimental com sete adesões e será arquivada.
Além do autor, assinaram o requerimento os vereadores Alexandre Montenegro (PL), João Paulo Rillo (PT), Renato Pupo (Avante), Abner Tofanelli (PSB), Jean Dornelas (MDB) e Odélio Chaves (Podemos).
Durante a sessão ordinária, parlamentares da oposição fizeram apelos públicos para tentar conquistar a oitava assinatura, mas não houve novas adesões. “Todos que assinaram merecem o meu extremo respeito. A gente gostaria de cumprir a nossa obrigação”, afirmou Pedro Roberto na tribuna.
A oposição protocolou em abril uma representação no Ministério Público pedindo apuração sobre a aquisição do imóvel rural. Um primeiro pedido acabou arquivado, mas os vereadores recorreram da decisão.
No novo documento encaminhado ao MP, foi anexado um termo de declaração de um dos antigos proprietários do imóvel. Segundo o depoimento, o sítio teria sido vendido por R$ 600 mil, valor superior aos R$ 200 mil registrados oficialmente em cartório.
Na última semana, o Ministério Público determinou a abertura de inquérito policial na Delegacia Seccional para aprofundar as investigações sobre o caso.
Em nota divulgada anteriormente, Fábio Candido (PL) negou qualquer irregularidade e afirmou que o patrimônio declarado é compatível com sua renda. Segundo o prefeito, todos os bens estão devidamente informados à Receita Federal.
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