Social
Varizes, uma doença antiga com tratamentos modernos
Artigo escrito pelo Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel
Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, aproximadamente 40% da população brasileira apresenta varizes nos membros inferiores. Apesar de popularmente conhecida como uma doença com perfil estético, a doença varicosa avançada causa úlcera venosa, afasta o paciente do trabalho e é um importante fator de risco para trombose venosa profunda.
As dores nas pernas associadas ao edema no membro inferior constituem as principais queixas das pessoas que sofrem com varizes nos membros inferiores. Além disso, eczema, dermatites, pigmentações, sangramentos e trombose também são sintomas provenientes da presença destas veias tortuosas, dilatadas e insuficientes nos membros inferiores.
Histórico familiar de doença venosa, trombose venosa profunda prévia, obesidade, uso de anticoncepcional e gestações representam alguns fatores de risco para o desenvolvimento de varizes. Por outro lado, mitos como uso de salto alto e de cera quente não contribuem para a formação de varizes nas pernas.
O diagnóstico é simples e baseia-se principalmente na avaliação clínica e no ultrassom Doppler. A população feminina é mais atenta ao seu corpo, valoriza seus sintomas e procura orientação médica precocemente. Desta forma, a doença venosa nas mulheres é diagnosticada em fases menos avançadas e seu tratamento apresenta maior caráter estético. Por outro lado, os homens cuidam menos de sua saúde, procurando auxílio do especialista quando o quadro clínico já está avançado ou na suspeita de trombose venosa profunda. Na maioria das vezes, o tratamento da doença venosa na população masculina exige intervenções complexas, com tratamento da insuficiência da veia safena.
Durante muito tempo, o tratamento das varizes dos membros inferiores exigia diversas incisões cirúrgicas, repouso prolongado e uso de meias elásticas pouco estéticas. Hoje, este conceito cirúrgico mudou. A evolução no tratamento da doença permitiu ao cirurgião vascular oferecer aos seus pacientes tratamentos modernos, minimamente invasivos, esteticamente superiores e com recuperação pós-operatória mais rápida.
No caso da insuficiência da veia safena, a recomendação é o tratamento termoablativo. A radiofrequência e o laser representam os dois tratamentos termoablativos disponíveis no mercado. Como são procedimentos guiados por ultrassom e que não exigem incisões operatórias, o tempo de repouso é menor e o retorno ao trabalho é mais rápido. Além disso, já foi comprovado que a prevalência de dor, hematoma e complicações pós-operatórias são menores com as técnicas termoablativas em comparação ao tratamento cirúrgico convencional.
O melhor tratamento para as varizes depende da avaliação individualizada de cada paciente. Na presença de sintomas, fatores de risco ou antecedentes familiares, procure o médico especialista. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais benigno será o tratamento.
Sthefano Atique Gabriel. Doutor em Pesquisa em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especialista nas áreas de Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e coordenador do curso de Medicina da União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago).
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