Redes Sociais

Cidades

Três homens são presos por envolvimento em morte de adolescente em Nova Granada

O corpo de Giovana Pereira Caetano de Almeida foi encontrado enterrado em um sítio, em agosto de 2024

Publicado há

em

Reprodução/Redes Sociais
Ads

A Polícia Civil deflagrou, na última sexta-feira (15), a operação “Ecos da Terra”, que resultou na prisão de três suspeitos de participação na morte da adolescente Giovana Pereira Caetano de Almeida, de 16 anos. O corpo da jovem foi encontrado em 28 de agosto de 2024, enterrado em um sítio no município de Nova Granada (SP).

Foram cumpridos três mandados de prisão temporária contra o empresário de 46 anos, um funcionário dele e o caseiro do sítio, onde o corpo da adolescente estava enterrado. Durante as ações, realizadas em Rio Preto, Mirassol e Potirendaba, os policiais também apreenderam uma pistola calibre 9mm, duas garruchas, munições e porções de cocaína. O empresário foi autuado em flagrante por posse ilegal de armas e munições, além de porte de drogas e a  Justiça decretou prisão preventiva dele durante audiência de custódia.

Giovana estava desaparecida desde dezembro de 2023. O corpo foi localizado meses depois pela Polícia Militar, após denúncia de que havia sido enterrado em uma propriedade rural. De acordo com a investigação, a adolescente teria ido até a empresa do empresário em busca de um estágio e, segundo relatos iniciais dos suspeitos, passou mal após consumir drogas no local.

O empresário e o caseiro chegaram a confessar que enterraram o corpo, mas negaram o assassinato. Em depoimentos à época, afirmaram que a jovem teria morrido de overdose. A defesa deles também nega a prática de homicídio e aguarda a conclusão dos laudos periciais.

Ads

Segundo a Polícia Civil, os depoimentos dos investigados apresentaram contradições. O empresário inicialmente afirmou que não conhecia a vítima, mas depois relatou que já havia se encontrado com Giovana meses antes por meio de um aplicativo de relacionamento. Também houve divergências sobre quem teria mantido relações sexuais com a adolescente e em que circunstâncias o corpo foi ocultado.

O caseiro, por sua vez, disse ter cavado a vala no sítio a mando do patrão, mas afirmou não saber que seria usada para enterrar um corpo. Ele também relatou ter sido ameaçado para não procurar a polícia.

Os três presos foram levados para a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em Rio Preto, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações seguem com oitivas, análises periciais e diligências complementares para esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada envolvido.

AS MAIS LIDAS