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Rio Preto registra segundo caso humano de Febre do Nilo Ocidental no Estado

Especialista da Famerp afirma que não há motivo para alarde neste momento e destaca a necessidade de investigar o caso

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Pernilongo Culex/ Divulgação
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São José do Rio Preto está entre os dois municípios paulistas com casos humanos confirmados de Febre do Nilo Ocidental. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP), confirmou nesta segunda-feira (24/8) a ocorrência dos primeiros registros da doença em humanos na história do Estado. Este é o primeiro caso no município.

O caso de Rio Preto envolve uma jovem de 18 anos, que está internada e recebe atendimento médico. O local onde ocorreu a infecção ainda não foi identificado e é investigado pelas equipes de vigilância epidemiológica.

“Não é motivo para preocupação. Precisamos ver se foi apenas um caso esporádico e investigar. Não tem motivos para alarde por enquanto”, afirmou o virologista Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, professor e diretor adjunto de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, após a confirmação, a Vigilância em Saúde iniciou ações para investigar a possível circulação do vírus em Rio Preto. Em parceria com a Famerp, foram realizadas coletas de mosquitos em diferentes regiões do município, com resultados negativos para o vírus até o momento. Também estão sendo investigados possíveis criadouros e condições ambientais favoráveis à proliferação do Culex.

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A pasta afirmou que pretende ampliar a busca por casos com sintomas semelhantes aos da dengue. A população é orientada a evitar água parada e acúmulo de lixo, além de usar repelente, telas em janelas e roupas que cubram a pele em áreas com maior presença de mosquitos.

O segundo registro é de uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que teve histórico recente de viagem à região amazônica. Ela evoluiu para cura. Nos dois casos, o provável local de infecção permanece sob investigação.

As confirmações foram feitas por exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz. Os casos também foram notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

“A confirmação dos dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção”, afirmou a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini.

O que é a Febre do Nilo Ocidental

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A Febre do Nilo Ocidental é uma doença infecciosa causada por um arbovírus. A transmissão ocorre principalmente por meio da picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas.

Os mosquitos podem adquirir o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas e, posteriormente, transmiti-lo para outras pessoas.

A infecção pode não apresentar sintomas. Entre os pacientes que desenvolvem manifestações clínicas, a maioria apresenta quadros leves. Os sinais podem incluir febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dores musculares, dor nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos.

Em situações mais graves, a infecção pode atingir o sistema nervoso central ou periférico. Nesses casos, podem surgir confusão mental, alteração do nível de consciência, tremores e convulsões, além de quadros como encefalite e meningite. Diante desses sintomas, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico leva em consideração a avaliação clínica e os exames laboratoriais, especialmente quando há suspeita de exposição ao mosquito transmissor.

Não existe vacina para humanos nem tratamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O atendimento é direcionado ao controle dos sintomas e pode envolver repouso, hidratação e acompanhamento médico.

Quando há comprometimento neurológico ou outras manifestações graves, pode ser necessária internação hospitalar e, em alguns casos, atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O suporte pode incluir hidratação intravenosa, assistência respiratória e tratamento das complicações.

Como evitar a doença

As medidas de prevenção estão relacionadas principalmente à redução do contato com os mosquitos. A população deve utilizar repelente, optar por roupas que cubram a pele e instalar telas em portas e janelas.

Também é recomendado evitar a exposição aos mosquitos, principalmente entre o entardecer e o amanhecer, quando o Culex apresenta maior atividade.

Outra orientação é eliminar recipientes e outros locais que possam acumular água. O descarte de lixo em valas, valetas e margens de córregos, rios e riachos deve ser evitado.

As autoridades também orientam a população a não tocar ou manipular animais encontrados mortos.

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