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Flebite e trombose: entenda a diferença

Artigo escrito pelo Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel

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Nosso sistema venoso é composto por veias superficiais e veias profundas, cuja função primordial é garantir o retorno do sangue da periferia do corpo em direção ao coração. Nos casos de lesão da parede venosa, lentificação do fluxo sanguíneo ou predisposição genética, pode ocorrer a formação de um coágulo que obstrui a circulação venosa.

Quando o coágulo ou trombo acomete as veias superficiais, denominamos flebite. Por outro lado, quando o trombo obstrui veias profundas, caracteriza-se o quadro clínico de trombose venosa profunda (TVP). Flebite e TVP podem ocorrer ao mesmo tempo e, geralmente, a primeira evolui para a segunda, caso o diagnóstico seja tardio. Em ambos os casos, o evento trombótico pode resultar em embolia pulmonar.

A flebite caracteriza-se por um quadro trombótico autolimitado, com duração estimada entre 7 e 10 dias. Suas características principais incluem: endurecimento da parede venosa, vermelhidão, dor local e aumento de temperatura. Ao longo dos dias, o tratamento conservador auxilia na regressão do quadro inflamatório, reduzindo a dor no membro acometido. Se houver acometimento próximo ou em conjunto de veias do sistema venoso profundo, a anticoagulação é recomendada.

Atualmente, a presença de flebite tem sido encarada sob outro ponto de vista. Doenças neoplásicas, como câncer de pâncreas e o câncer de pulmão, e patologias autoimunes, como por exemplo, o lúpus eritematoso sistêmico, podem apresentar um quadro de flebite como sua primeira manifestação clínica. Isto significa que a flebite constitui um importante sinal de alerta para outras doenças clínicas, que também merecem investigação cuidadosa durante a avaliação circulatória.

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A TVP, em decorrência do acometimento do sistema venoso profundo, caracteriza-se pela dor no membro, associada a inchaço, endurecimento muscular e dificuldade para deambular. Quanto mais próximo do coração for a obstrução venosa, maior o risco de evolução para embolia pulmonar, que é considerada a complicação mais temida nos quadros de TVP. A anticoagulação ainda constitui o tratamento habitual para os quadros clínicos de TVP, mesmo em populações especiais, como nos portadores de neoplasias.

O doppler vascular permite o diagnóstico da flebite e da TVP, e deve ser realizado sempre que houver suspeita clínica. Os sintomas devem ser valorizados e o tratamento não deve ser postergado. Em ambos os casos, o acompanhamento médico é necessário para reduzir o risco de complicações tromboembólicas. Para mais informações, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br.

Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel. Doutor em Pesquisa em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especialista nas áreas de Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e coordenador do curso de Medicina da União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago). 

 

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