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Reforma Tributária: setembro exige decisões das empresas para 2027

Simples Nacional, IBS e CBS e mudanças na emissão de notas fiscais colocam empresários diante de novas escolhas para 2027

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Reprodução/ iStock/ imagem ilustrativa
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Empresas terão de tomar em setembro decisões que podem afetar impostos, preços e até a relação com clientes em 2027. A nova etapa da Reforma Tributária traz mudanças no Simples Nacional, abre a possibilidade de escolha sobre a forma de recolhimento do IBS e da CBS e altera procedimentos para emissão de notas fiscais.

Uma das principais novidades é a antecipação do período de opção pelo Simples Nacional. Empresas que pretendem ingressar no regime em 2027 deverão fazer a solicitação entre 1º e 30 de setembro de 2026. Quem já está regularmente enquadrado não precisa fazer nova opção apenas para permanecer no Simples.

No mesmo período, empresas do Simples poderão decidir se recolhem IBS e CBS dentro do regime simplificado ou pelo regime regular no primeiro semestre de 2027. A escolha ganha peso principalmente para quem vende para outras empresas, porque a sistemática adotada interfere no aproveitamento de créditos tributários pelos clientes.

Para o advogado tributarista Rafael Roveri Molina, de Rio Preto, olhar apenas para a carga tributária pode levar a uma decisão equivocada.

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“Não basta fazer a conta de quanto imposto a empresa vai pagar. Dependendo de quem são seus clientes e de como os créditos serão aproveitados, uma escolha aparentemente mais barata pode reduzir a competitividade do negócio. A reforma exige olhar para toda a cadeia”, afirma Molina.

Outra mudança prática começa em 1º de novembro para prestadores de serviços optantes pelo Simples Nacional, com a utilização do Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e). A adaptação se soma à necessidade de revisar sistemas e ERPs diante da implantação gradual do IBS e da CBS.

“A Reforma Tributária deixou de ser uma discussão apenas do contador ou do departamento fiscal. Ela chega ao preço, aos contratos, às compras, às vendas, à tecnologia e ao fluxo de caixa. Quem começar essa análise agora terá mais condições de testar cenários e corrigir problemas antes que eles afetem a operação”, diz Molina.

Outro ponto que entra no radar das empresas é o split payment, mecanismo que permitirá separar o valor dos tributos no momento da liquidação financeira das operações. A implantação será gradual, mas o modelo pode afetar a disponibilidade de recursos no caixa e exigirá atenção ao planejamento financeiro.

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Com as mudanças, a preparação para 2027 deixa de ser apenas uma questão tributária. Perfil dos clientes e fornecedores, formação de preços, créditos e estrutura tecnológica passam a fazer parte da decisão.

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