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Cuba reage a ameaças dos EUA e acusa Trump de elevar tensão

Chanceler cubano classifica declarações como risco de agressão militar e critica novas sanções econômicas

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O governo de Cuba reagiu com firmeza às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou a possibilidade de assumir o controle da ilha em curto prazo. A resposta foi dada pelo ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, que classificou a fala como uma ameaça direta.

Segundo o chanceler, a população cubana demonstrou apoio ao governo durante as manifestações do Dia do Trabalhador, celebradas em 1º de maio. Ele afirmou que o país não se deixa intimidar diante de pressões externas e destacou a mobilização popular como sinal de resistência.

As declarações de Trump ocorreram na sexta-feira (30), quando o presidente norte-americano afirmou que poderia agir rapidamente contra Cuba, após concluir ações relacionadas ao Irã. Ele também mencionou a possibilidade de deslocar o porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Caribe.

Para o governo cubano, a postura representa uma escalada perigosa. Rodríguez avaliou que o discurso indica intenção de agressão militar e criticou o que chamou de interesses políticos por trás das medidas, incluindo a busca por apoio de grupos específicos nos Estados Unidos.

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Além das declarações, a administração norte-americana anunciou o endurecimento de sanções contra Cuba. As novas restrições atingem setores estratégicos da economia, como energia, defesa, mineração e sistema financeiro. De acordo com as regras, empresas ou indivíduos que mantenham relações comerciais com o governo cubano podem ter bens bloqueados em território norte-americano.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também fez críticas ao governo cubano, acusando o país de permitir a atuação de serviços de inteligência ligados a nações consideradas adversárias de Washington.

No Congresso, o Senado dos Estados Unidos rejeitou recentemente uma proposta que buscava limitar possíveis ações militares contra Cuba, o que, na avaliação de analistas, abre espaço para decisões mais amplas por parte do Executivo.

Desde o início do ano, os Estados Unidos vêm intensificando a pressão sobre a ilha, incluindo medidas como restrições ao fornecimento de petróleo e declarações favoráveis a mudanças no sistema político cubano.

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Em meio a esse cenário, o governo de Cuba utilizou as celebrações do Dia do Trabalhador como palco para reforçar o discurso de soberania nacional e resistência diante do aumento das tensões com Washington.

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