Cidades
MC Ryan é transferido para penitenciária de Mirandópolis
Funkeiro é investigado por suposta participação em esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais e tráfico
O cantor MC Ryan SP foi transferido na manhã de quinta-feira (30/4) para a Penitenciária II de Mirandópolis, na região de Araçatuba. Ele estava detido desde o dia 15 de abril no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belémzinho, na capital paulista, após ser preso durante uma operação da Polícia Federal.
A ação faz parte da Operação Narco Fluxo, que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilegais. Ao todo, dezenas de pessoas são alvo da investigação, que apura crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.
Ryan foi detido durante uma festa na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista. Na mesma operação, também foram presos o cantor MC Poze do Rodo, além de influenciadores digitais e outros envolvidos no suposto esquema.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava a indústria do entretenimento e a visibilidade nas redes sociais para dar aparência legal a recursos oriundos de atividades ilícitas, como apostas clandestinas, rifas digitais e tráfico de drogas. Esses valores seriam posteriormente reinseridos na economia formal por meio de empresas, transações financeiras e aquisição de bens de alto valor.
Inicialmente, os investigados chegaram a obter liberdade após decisão do Superior Tribunal de Justiça. No entanto, no mesmo dia, a 5ª Vara da Justiça Federal em Santos determinou a prisão preventiva do grupo, atendendo a um pedido da Polícia Federal, que alegou risco de continuidade das atividades criminosas e possível interferência nas investigações.
Segundo as apurações, MC Ryan SP seria apontado como um dos principais articuladores do esquema e beneficiário direto das operações financeiras. A investigação indica que ele utilizava empresas ligadas à música e ao entretenimento para misturar receitas legais com valores de origem ilícita, além de adotar estratégias para ocultar patrimônio por meio de terceiros.
Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam veículos, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos, armas e itens de luxo, incluindo joias e um colar com referência ao narcotraficante Pablo Escobar.
A operação é resultado de desdobramentos de investigações anteriores conduzidas pela Polícia Federal, que já apuravam movimentações suspeitas envolvendo apostas ilegais e tráfico internacional. Os investigadores identificaram uma estrutura complexa, com divisão de funções entre operadores financeiros, intermediários e pessoas utilizadas como “laranjas”.
Além de MC Ryan SP, outros nomes aparecem como peças-chave no esquema, incluindo gestores financeiros e operadores responsáveis por movimentar e fragmentar recursos para dificultar o rastreamento.
A Polícia Federal também aponta que influenciadores digitais eram utilizados para promover plataformas de apostas e rifas, além de atuar na construção da imagem pública dos envolvidos.
As defesas dos investigados afirmam que ainda não tiveram acesso completo ao processo, que corre sob sigilo, e sustentam que as movimentações financeiras são legais.
Natural de São Paulo, Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, ganhou destaque nacional no cenário do funk, acumulando milhões de seguidores nas redes sociais e grande alcance nas plataformas digitais. Nos últimos anos, o artista também esteve envolvido em episódios polêmicos fora dos palcos.
As investigações seguem em andamento, e a Polícia Federal não descarta novas fases da operação.
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