Cidades
CAC é acusado de ameaçar motorista com arma durante discussão na BR-153
Empresário de 41 anos foi abordado pela PRF após denúncia de que teria apontado uma pistola para outro condutor
Um empresário de 41 anos, registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), foi acusado de ameaçar outro motorista com uma arma de fogo durante uma discussão de trânsito na noite de segunda-feira (2), no quilômetro 46 da BR-153, em Rio Preto. A ocorrência foi atendida por policiais rodoviários federais, que localizaram o suspeito e apreenderam uma pistola Taurus de uso permitido.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recebeu uma informação da Central de Operações sobre uma briga de trânsito em que um dos motoristas teria apontado uma arma para o outro. A denúncia também indicava as características e a placa de uma caminhonete preta envolvida na situação.
Os policiais fizeram buscas na rodovia e encontraram o veículo no sentido Fronteira–Rio Preto. Durante a abordagem, o condutor confirmou que havia se envolvido em uma discussão no trânsito, mas negou ter exibido ou apontado uma arma contra o outro motorista.
Questionado pelos agentes, o empresário informou que havia uma pistola no console central da caminhonete e apresentou o Certificado de Registro da arma. Os policiais localizaram o armamento desmuniciado. A pistola foi apreendida, lacrada e fotografada para a realização de perícia, inclusive para verificar a eventual ocorrência de disparo recente.
Em depoimento gravado em áudio e vídeo, o empresário relatou que havia viajado a Uberlândia (MG) para acompanhar a esposa, que trabalha como modelo, em um ensaio fotográfico. Segundo ele, a viagem também tinha como objetivo visitar um clube de tiro. Na volta, teria parado em Fronteira para almoçar com amigos.
O investigado admitiu que discutiu com o motorista de uma caminhonete branca que transportava um jet ski. Afirmou que o desentendimento aconteceu durante uma ultrapassagem, sob chuva, mas negou ter feito qualquer ameaça ou mencionado a arma. Disse ainda que foi abordado aproximadamente 20 minutos depois, nas proximidades de Onda Verde.
O empresário declarou que a pistola permaneceu durante todo o trajeto em um compartimento fechado do console central, sem munição, que era transportada separadamente. Também afirmou possuir registro do armamento, mas não autorização para porte. Segundo o depoimento, ele não conhecia o clube de tiro indicado na guia de tráfego e alegou desconhecer que a autorização impunha restrições às paradas e à permanência com a arma durante o deslocamento.
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