O Tribunal do Júri de Votuporanga condenou, nesta quarta-feira (29/7), o agente penitenciário Rodrigo Marques a 23 anos, sete meses e seis dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do cantor sertanejo Gustavo Henrique Soares Caporalini, de 39 anos. A decisão também o responsabiliza pela lesão corporal praticada contra a ex-esposa, enquanto ele foi absolvido das acusações de tentativa de homicídio envolvendo dois tios do artista.
O julgamento foi realizado no Fórum de Votuporanga e se estendeu das 8h às 20h. O crime ocorreu em 25 de fevereiro de 2024, durante um churrasco na residência da vítima.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o homicídio teria sido motivado por ciúmes. A investigação aponta que Rodrigo não aceitava o fim do casamento de 17 anos e suspeitava de um relacionamento entre a ex-companheira e o cantor.
Ainda segundo a acusação, antes de seguir para a casa de Gustavo, o agente teria agredido e ameaçado a ex-esposa. Em seguida, foi até o imóvel onde acontecia a confraternização, identificou-se como policial para conseguir entrar e efetuou diversos disparos contra o cantor.
A denúncia relata que Gustavo tentou fugir para o interior da residência, mas foi perseguido pelo autor, que continuou atirando mesmo após a vítima cair. Durante a ação, dois tios do cantor tentaram impedir novos disparos e entraram em luta corporal com o acusado. Eles sobreviveram.
O Ministério Público também destacou que o crime colocou em risco outras pessoas presentes na confraternização, entre elas familiares da vítima, além de cinco crianças e adolescentes.
Após o homicídio, Rodrigo Marques fugiu do local e foi localizado e preso no mesmo dia na cidade de Campina Verde, em Minas Gerais. À Polícia Civil, ele confessou ter cometido o assassinato. A condenação foi fixada por homicídio qualificado e lesão corporal em contexto de violência doméstica, com cumprimento inicial da pena em regime fechado.