Redes Sociais

Saúde

Trombose venosa profunda: o perigo silencioso por trás da embolia pulmonar

Artigo escrito pelo Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel

Publicado há

em

Ads

Aproximadamente 490 mil pessoas são diagnosticadas anualmente com trombose venosa profunda no Brasil, uma entidade circulatória caracterizada pela obstrução do segmento venoso por um coágulo de sangue. A incidência de trombose venosa profunda está aumentando progressivamente em nosso país, uma vez que o envelhecimento populacional é evidente. Além disso, alguns fatores como hábito de fumar, sobrepeso, obesidade, sedentarismo, uso de hormônios contraceptivos e procedimentos cirúrgicos estéticos contribuem para o aumento dos casos de trombose em nossa população.

A embolia pulmonar representa a evolução mais temida quando um indivíduo é diagnosticado com trombose venosa profunda nos membros inferiores. O coágulo sanguíneo, que estava obstruindo a circulação venosa periférica, desprende-se e, ao percorrer o sistema circulatório, pode obstruir em menor ou maior proporção as artérias pulmonares, dificultando a oxigenação sanguínea.

Nos casos de embolia pulmonar maciça, em que ocorre obstrução de uma parcela expressiva de vasos sanguíneos pulmonares, a dificuldade ventilatória é significativa, com evolução para insuficiência respiratória aguda, descompensação hemodinâmica e parada cardiorrespiratória. Este quadro clínico é perigoso, exigindo internação em unidade de terapia intensiva.

A dor torácica aguda e repentina e a angústia respiratória, na maior parte dos casos, representam os principais sintomas sugestivos de embolia pulmonar. A presença de batimentos cardíacos acelerados e de um ritmo respiratório anormal também pode ser observada nos quadros agudos.

Ads

No dia 16 de setembro celebramos o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, instituído pela Lei nº 12.629/2012. Em outubro, a conscientização segue com o Dia Mundial da Trombose, em 13 de outubro. O diagnóstico clínico é fundamental para evitar complicações futuras e, portanto, o check-up vascular faz-se necessário nos casos de sintomas sugestivos ou quando o risco de eventos tromboembólicos é elevado.

Tradicionalmente, os procedimentos cirúrgicos como cirurgias plásticas, cirurgias bariátricas, cirurgias oncológicas e cirurgias ortopédicas sempre estiveram associados a um maior risco de evolução para eventos tromboembólicos. Além disso, o uso de anticoncepcionais orais, a gravidez, o período puerperal e o histórico familiar também constituem importantes fatores de risco para a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar.

O médico vascular é o profissional responsável pelos cuidados com a circulação e pela prevenção de eventos tromboembólicos. Orientações profiláticas pré-operatórias e acompanhamento clínico podem reduzir de maneira expressiva o risco de trombose venosa profunda e de embolia pulmonar. Para mais informações, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br.

Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel. Doutor em Pesquisa em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especialista nas áreas de Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e coordenador do curso de Medicina da União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago). 

AS MAIS LIDAS