Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 18 de setembro
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional
Ela veio
Candidata à reeleição como deputada federal pelo PSOL, Érika Hilton desembarcou em Rio Preto na sexta-feira (11) da semana passada. De certa forma, ela não disputa votos com candidatos de Rio Preto e, claro, ganhou a benção, e a companhia, de João Paulo Rillo (PT) durante a visita. A candidata saiu com a certeza de que tem muito apoio, principalmente da comunidade LGBT, que estava em peso no Vasco.
No coro
É bem óbvio que Érika Hilton estava pregando para convertidos. Ao lado de Claudionora Tobias, advogada e ex-presidente do Conselho Afro, a candidata fez um discurso recheado de menções às causas da comunidade LGBT e também da comunidade afro, sem esquecer de criticar a direita, principalmente o prefeito de Rio Preto, Fábio Candido (PL). Aplaudida de pé, ela também ouviu o “fora coronel” do público presente.

Coadjuvante
Rillo atuou de forma discreta durante a visita. No pouco que a candidata falou com a imprensa, o vereador tentou cortar. No entanto, ele estava no palco e fez as devidas apresentações ao público. Um dado minimamente interessante para quem gosta de usar as redes sociais como termômetro de popularidade e acha que seguidor vira eleitor, Rillo segue Érika Hilton no Instagram, mas não é seguido de volta pela deputada.
Ele veio
Outro que passou por Rio Preto, no mesmo dia que Érika Hilton, foi Ricardo Salles, candidato ao Senado pelo Novo. Ele chegou em um ônibus nada discreto com a frase “fora Lula” e ganhou muitas buzinadas, mas não sentiu o apoio dos políticos de direita da cidade. Nas agendas públicas, o candidato seguiu com apoiadores do partido e um discurso de ataque aos concorrentes, principalmente aos da direita, ao Senado.
E ela?
A candidatura da médica Merabe Muniz (Avante) a deputada federal ainda segue de pé, mas ninguém garante até quando. Na última movimentação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o relator Roberto Maia Filho votou pelo indeferimento da candidatura dela, seguindo o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE). Neste momento, ela aguarda julgamento do recurso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Repercussão
A notícia teria passado batido, uma vez que ainda cabe recurso e não é o julgamento final. No entanto, a vontade de comemorar foi tanta que o próprio prefeito decidiu gravar um vídeo e postar nas redes sociais comentando o assunto. Em tom bem-humorado, Merabe usou o vídeo e colocou Fábio Candido como o “melhor cabo eleitoral”. Juristas afirmam que é muito difícil, para não dizer quase impossível, Merabe conseguir reverter a impugnação.
Ela apareceu
Depois de não comparecer à convocação na Câmara por duas vezes, a secretária do Bem-Estar Animal, Amália Paci, foi prestar os esclarecimentos aos vereadores sobre a pasta. O autor do pedido foi Alexandre Montenegro (PL), que queria saber sobre a Clínica Pet. A unidade foi entregue em janeiro pelo Governo do Estado, mas ainda não realiza atendimentos. Segundo Amália, a pasta ainda aguarda aquisição de insumos.

Sem novidades
Pedro Roberto (Republicanos) questionou a saída da secretária da pasta. O vereador teve como base aquele anúncio sobre os comandos das secretarias que “poderiam” acontecer. O anúncio, apesar de confuso, culminou em mudanças efetivas nas secretarias de Planejamento, Fazenda e Saúde. Ao responder ao vereador, Amália disse que vai voltar para a Polícia Militar quando acabar o afastamento, só em 31 de dezembro.
Surpresa!
O prefeito pegou toda a base de surpresa ao enviar para a Câmara o projeto de remanejamento de R$ 35 milhões, principalmente da Secretaria de Saúde. A pauta polêmica caiu no colo dos vereadores bem no meio da campanha eleitoral. Claro que os parlamentares saltaram de banda quando viram o tamanho da encrenca que poderiam se enfiar. Mesmo que juridicamente estava tudo certo, politicamente é outra coisa.
Sobre a proposta
O texto buscava mudar a destinação de R$ 35,4 milhões do orçamento. Em resumo, R$ 32,2 milhões sairiam da Saúde e o restante, da Educação. As verbas eram reservadas para o pagamento de pessoal e obrigações patronais. A destinação principal era a Secretaria do Meio Ambiente, R$ 16 milhões, que seriam destinados à coleta de lixo. Também tinha repasses para as Secretarias de Serviços Gerais e Desenvolvimento Social.
Justificativa
Apesar do projeto trazer como justificativa que a alteração orçamentária era necessária para atender às “necessidades orçamentárias de Secretarias Municipais”, não trazia exatamente a destinação dos recursos. Mais tarde, foi esclarecido que a o projeto deveria resolver o problema do lixo depois que a Justiça entendeu que a Prefeitura fazer o repasse ao Semae somente no ano fiscal seguinte à prestação do serviço poderia ser pedalada.
Não esperavam
Dias antes do texto chegar à Câmara, um dos vereadores da base foi questionado sobre as “bombas” que ainda poderiam chegar para votação em plenário. Mesmo que apresentasse um ar de certa incredulidade, o parlamentar afirmou que não tinha mais projetos polêmicos até o fim do governo. “Tudo que tinha que passar de ruim para o povo e para a gente, já passou”, afirmou o vereador antes de ser surpreendido.
Corre-corre
Como a afirmação partiu de um vereador da base, há quem conclua que tudo foi feito às pressas pelo governo e também há quem aposte que foi tudo friamente calculado para ser colocado em votação durante o período eleitoral. Se foi ou se não foi, o fato inegável é que a proposta não passou. Até vereadores do partido do prefeito, como Bruno Moura (PL) e Márcia Caldas (PL), votaram contra a proposta ainda na legalidade. Enterraram rápido.
Um pouco antes
A decisão de manter o texto em votação foi tomada pelo governo mesmo sabendo que não tinha votos para a aprovação. Na segunda-feira (14), um dia antes da sessão, os vereadores da base foram chamados para uma reunião com o governo. Naquele momento, muitos deles já se comprometeram a não aprovar a medida. Deputados e candidatos, em plena campanha, aproveitaram a deixa para lacrar nas redes.
Tentou
Jean Dornelas (MDB) foi o único vereador que tentou jogar a votação para depois da eleição. Ele pediu o adiamento da análise por três sessões, mas foi vencido pelo plenário. E vencido por muito pouco. A votação do pedido de vista ficou empatada. Luciano Julião (PL) não estava na presidência no momento. O vice-presidente, no cargo de Presidente da Câmara, Paulo Pauléra (Progressistas), desempatou e a votação seguiu.
Retaliação
Muito se engana quem achou que a derrota em plenário ia ficar por isso mesmo. Como já era de se esperar, o governo agiu rápido e o alvo da retaliação foi o vereador Jorge Menezes (PSD) que teve três indicados exonerados. Claudinei Ribeiro e Sandro José Falico eram da Secretaria de Meio Ambiente, já Fernando Henrique de Oliveira estava na de Serviços Gerais. Jorge, que já havia dito que foi obrigado a voltar para a Câmara, não gostou.
Tem mais
Faltando cerca de 20 dias para as eleições, Rio Preto vai continuar sendo alvo de candidatos em busca de votos. Uma das candidatas que deve passar por aqui nos próximos dias é a socialite e candidata a deputada federal Val Marchiori (Republicanos). A expectativa é que ela venha com o marido, candidato a deputado estadual pelo mesmo partido, Dr. Amilton. Uma dobradinha e tanto que vai desembarcar no interior.
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