Política
Confira as justificativas dos vereadores para aumentar o número de cadeiras na Câmara
Dos 17 vereadores, oito fizeram questão de declarar voto e apresentar os motivos da escolha
Dos 17 vereadores de Rio Preto, oito declararam voto no projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município que garantiu o aumento de seis cadeiras na casa, na sessão da Câmara de terça-feira (13). A votação da proposta foi marcada por bate-boca entre os vereadores e a população que acompanhava a sessão das galerias da casa.
Confira como os vereadores justificaram os votos:
João Paulo Rillo (PSOL): a favor – “Essa é uma falsa polêmica porque o Legislativo é o poder mais próximo do povo. Uma câmara diminuta, pequena, interessa para a empresa que explora o lixo, para a empresa que explora o transporte coletivo. Interessa para prefeito mal intencionado que não quer investigação. É verdade que tem vereador aqui votando no aumento de cadeiras com argumento diferente do meu? É verdade. Talvez movido pelo interesse de facilitar sua reeleição. É verdade. Agora, isso não significa que o aumento de cadeiras seja um prejuízo para a cidade”.
Jorge Menezes (PSD): contra – sem justificativa
Cabo Júlio Donizete (PSD): a favor – sem justificativa
Karina Caroline (Republicanos): a favor – sem justificativa
Odélio Chaves (Progressistas): contra – “Fui eleito na décima sétima cadeira. Fui o vereador menos votado desta casa e as minhas razões permanecem as mesmas. A eficiência de uma Câmara não está na sua representatividade. A representatividade com 17, com 21, com 24. A democracia representativa é essa. É a regra do jogo. Agora, sim, cabe nós mudarmos a democracia participativa. Antes de discutirmos o aumento de cadeiras, temos que discutir a eficiência de uma câmara. Eu voto contrário ao aumento de cadeiras porque acredito que nós devemos ter este viés como base”.
Paulo Pauléra (Progressistas): a favor – sem justificativa
Pedro Roberto (Patriota): contra – “Fizemos uma audiência pública onde a população, as entidades e os partidos políticos tiveram oportunidade de manifestar seus posicionamentos. Depois tivemos 30 dias para que os vereadores pudessem ouvir a população, debater com os partidos. Eu conversei com as pessoas, com minha assessoria, com lideranças e comunidade. Entendo que todos nós tivemos tempo para dialogar com a população. Não consigo me convencer de que 23 cadeiras vão mudar a realidade de Rio Preto. Não é pela questão do gasto, que realmente não é algo absurdo. A questão precisa continuar em debate, mas, no momento, eu sou contrário”.
Renato Pupo (PSDB): contra – “Com muita tranquilidade me manifestei contra desde o início. Fui o primeiro a me declarar contra o projeto. Ouvi ao vereador João Paulo Rillo e respeitos os argumentos com os quais eu não concordo. Eu que já votei contra quando se discutiu a legalidade, hoje voto contra novamente”.
Robson Ricci (Republicanos): a favor – sem justificativa
Rossini Diniz (PL): a favor – sem justificativa
Anderson Branco (PL): a favor – sem justificativa
Bruno Marinho (Patriota): a favor – sem justificativa
Bruno Moura (Patriota): a favor – “Fui eleito e ninguém acreditava na minha campanha. Eu acho que sou muito grato a quem me colocou na política porque foram sinceros comigo. Eu gosto de sinceridade. Eu não gosto de pessoas que enganam pessoas. Chegou em mim hoje um vídeo medíocre de um cara mais medíocre ainda, onde ele cita meu nome. Tinha que lavar a boca dele para falar do meu nome porque ele tinha que ser exemplo. A pessoa para falar da outra tem que ser exemplo. O que me chama a atenção é querer impor algo em cima das pessoas, querer ameaçar. Tentaram fazer isso comigo e não deu certo porque eu vim aqui para representar quem me colocou e eu sei quem me colocou. Nenhum que está aqui gritando votou em mim. Eu entrei aqui para ter opinião, para ser verdade. Não entrei aqui para ser pau mandado de ninguém. O que me deixa com mais estranheza é a pessoa querer ser um bom caráter, fazer toda uma novela e no final não passa de um safado, vagabundo. Cada um aqui tem seu livre arbítrio para votar em que quiser, desde que a população que te elegeu cobre. Aí o vereador é a favor ou contra a sua população, não esse bando de vagabundo que vem aqui querer ameaçar a gente. Eu respeito quem me respeita. Para quem não me respeita, eu não estou nem aí. Não ligo para barulho e não tenho medo de homem”.
Celso Peixão (MDB): a favor – “Primeiro, eu tenho que parabenizar as pessoas que vieram até aqui. É democrático, é bonito. Tem que ser respeitada a opinião de cada vereador. Muita demagogia de alguns vereadores aqui e de alguns pré-candidatos a vereadores. Quero ver se o décimo oitavo vereador que for eleito, destes que estão votando contra aqui, tiver coragem de assinar um termo de compromisso de não assumir o cargo e deixar para o suplente. Aqueles que são contrários estão usando de demagogia. São nossos colegas, não precisa jogar a população contra nós. Respeito a todos que estão aqui, mas também quero ser respeitado”.
Diego Mahfouz (MDB): a favor – “Pela representatividade. Sou o único negro da casa e concordo com a fala do João Paulo”.
Francisco Júnior (União Brasil): a favor – sem justificativa
Jean Charles (MDB): contra – “O debate é legítimo, é legal, é democrático. Toda discussão com respeito é válida. Infelizmente nem sempre isso acontece, mas com convicção democrática e ouvindo aqueles que me cercam, ouvindo meu grupo de apoio. Desde o início me posicionei contrário por algumas convicções apenas e isso não significa que eu venha a desrespeitar quem é contrário”.
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