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Confira os bastidores da política desta quinta-feira, dia 8 de dezembro

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Momentos antes

Antes da eleição da Mesa Diretora da Câmara, que consolidou Paulo Pauléra (Progressistas) como o novo presidente, teve uma sessão ordinária. O objetivo era que tudo fosse feito de forma rápida e se acabasse logo com as formalidades. Afinal, já estava tudo decidido mesmo. O acordo era que ninguém usasse o tempo regimental de cinco minutos. No entanto, ninguém cumpriu o acordo. Cabo Júlio Donizete (PSD) abriu a fila e, como não podia deixar de ser, soltou mais uma vez a lamúria comum aos parlamentares que vão à tribuna. “Espero que o prefeito não vete meu projeto”.

Interminável

Depois das porteiras abertas, foram poucos os que se seguraram. Renato Pupo (PSDB) e Pedro Roberto (Patriota) falaram sobre alguns maus entendidos pelas redes sociais. Ambos querendo resolver o problema de pais de alunos que podem ver seus filhos ficar sem ensino em período integral e as explicações sobre uma conversa com a secretária de Educação, Fabiana Zanquetta. Pupo declarou que ficou chateado, mas que resolveu depois com Pedro Roberto. O presidente da casa, por sua vez, afirmou que já tinha agendado a reunião e aproveitou para tratar do assunto. No final, ao menos publicamente, parece que está tudo acertado.

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Queimou a largada

Já que o acordo tinha ido para o beleléu, Bruno Marinho (Patriota) e Diego Mahfouz (MDB) chutaram o balde e declararam voto em Pauléra antes mesmo da eleição. Nenhuma novidade no voto de Marinho que, na eleição que escolheu Pedro Roberto, há dois anos, ficou ao lado do presidente do partido Ulisses Ramalho, contra o colega de legenda. Porém, chamou a atenção o discurso do professor. Diego, que falou logo depois de Anderson Branco (PL), engatou nos argumentos que ficaram parecendo divagações em plenário. Isso porque Branco foi à tribuna e falou sobre manter a palavra. Oras, foi tão sem nexo que deixou muita gente perdida. Ah, se não fossem os bastidores!

Deu Pauléra

Os bastidores ficaram agitados nos últimos meses, mas Pauléra acabou aclamado como o novo presidente da Câmara. Foram cogitados Jorge Menezes (PSD), Karina Caroline (Republicanos) e até Robson Ricci (Republicanos). Levantados prós e contras, ouvido o Executivo, sobraram apenas Karina e Pauléra. A vereadora perdeu força e não se engajou nas semanas decisivas. Ficou apenas a possibilidade que mais agradava a equipe do prefeito Edinho Araújo (MDB).

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Nem tanto assim

Apesar de ter sido candidato único e não haver votos declaradamente contrários, o nome de Pauléra nunca foi consenso entre os parlamentares. Teve vereador dizendo que jamais votaria no ex-presidente, mas preferiu se calar porque também não seria candidato. Teve também quem declarou alívio com a escolha, uma vez que agora vai conseguir “criticar sem freios”. Ao povo, resta torcer para que as votações não sejam atropeladas e que se mantenha o nível dos debates proporcionados pelas audiências públicas na casa.

Com a palavra, o próximo presidente

Em entrevista coletiva, no fim da sessão, Pauléra usou a palavra que mais gosta para definir o que espera dos próximos anos à frente do Legislativo: sinergia. De forma sucinta, o termo significa uma ação associada de dois ou mais órgãos, cujo resultado seja a execução de um movimento. Na prática, o próximo presidente da Câmara, que é atual líder informal do governo na casa, pretende não chefiar um poder independente.

Uma coisa de cada vez

Pauléra é um dos defensores do aumento de salário dos parlamentares. Tocou no assunto por diversas vezes em plenário ao longo dos anos. Em uma delas, com uma cópia da Constituição em mãos, citou o artigo 29, inciso VI, que trata do subsídio dos vereadores. Pela quantidade de habitantes, Pauléra defende que um parlamentar de Rio Preto deveria receber 60% do salário de um deputado estadual. Isso significa que um vereador deveria receber cerca de R$ 15 mil. Hoje o salário bruto é de pouco menos de R$ 6 mil. Questionado sobre a proposta partir da Mesa Diretora no futuro, Pauléra negou que tenha defendido o reajuste e disse que o assunto ainda não está para discussão.

A Mesa

A chapa única veio pronta para o plenário. Todos os cargos tiveram um único candidato. Os vereadores vistos como oposição não se atreveram a lançar os nomes na disputa. No pacote encabeçado por Pauléra, vice-presidente será Branco. A primeira secretária, Karina Caroline. O segundo secretário, Diego Mahfouz, e o terceiro, Bruno Moura (Patriota). Para quem se acostumou com o grau de leitura e dicção dos atuais secretários Pupo e Ricci, é bom estar preparado.

O assistente

A base aliada do governo, e de Pauléra, não escondeu a felicidade com o resultado do pleito. Mesmo que tudo estivesse combinado, afinado e resolvido, teve vereador que comemorou o anúncio como se fosse um gol da seleção brasileira na Copa do Mundo. Foi possível perceber claramente quem estará totalmente submisso e quem precisará ser convencido. Mesmo sem assumir o comando da campainha, Pauléra já tem assistente de palco. Celso Peixão (MDB) pegou uma plaqueta escrita a mão e avisou o próximo presidente sobre a presença do filho, nas galerias. Momento de descontração que não colocou em risco o discurso do vencedor.

Cor de rosa

Karina não ficou de fora da mesa, mais uma vez, como era de se esperar. Desde o primeiro mandato a vereadora sempre esteve por ali. Em todos os biênios ela ocupou um dos cargos. No último, vice-presidente ou vice-presidenta, como muitos se dirigiam. Para a eleição, Karina escolheu um look rosa dos pés a cabeça. O tom foi uma forma de demonstrar feminilidade, segundo ela.

Apesar de tudo

Por mais que a eleição da Mesa Diretora tenha se tornado o foco das atenções, um assunto tem sido recorrente na casa. O aumento de vereadores. É claro que ninguém se esqueceu do tema. Aliás, dizem, que a composição da chapa foi pensando justamente no projeto que ainda não foi votado. Inclusive, Diego Mahfouz só teria sido convidado como forma de garantirem que o professor seja grato e favorável ao texto. Ainda não é possível afirmar se esse convite tenha sido de caso pensado. A proposta será votada na próxima sessão e vai precisar de 12 votos favoráveis.

Expectativa

O projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município, de Branco, pretende aumentar de 17 para 23 vereadores e já passou por ampla discussão dentro e fora do plenário, com e sem a população, pelas redes sociais e fora delas também. Como manda o regimento interno da casa, era necessário respeitar um interstício de 30 dias depois da audiência pública para que o texto voltasse a ser votado pelos vereadores. Esse tempo foi determinante para que a proposta perdesse força. Ao menos por enquanto.

Contagem

Os mais afoitos estão contando os votos nos dedos e a conta não bate ainda. Renato Pupo e Jean Charles (MDB) já declararam que são contra o aumento de cadeira. Odélio Chaves (Progressistas) deve seguir os dois. Pedro Roberto teria dito que não vai votar e Rossini Diniz (PL) teria dado ouvido aos pedidos do presidente do partido, o vereador licenciado e secretário de Esporte, Fábio Marcondes, e também se colocado contra. Branco continua determinado a aprovar o texto e teria dito que o aumento vai passar “nem que seja na bala”.

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