Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 11 de novembro
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias da política regional
Com a palavra, a presidenta
Atual vice-presidente da Câmara de Rio Preto, Karina Caroline (Republicanos) tem ocupado bastante a cadeira do presidente, Pedro Roberto (Patriota). Os motivos são diversos. Às vezes porque o vereador está ocupado, outras porque ele está articulando. Na última sessão, Pedro Roberto chegou com cerca de 1h30 de atraso. Além dele, Jorge Menezes (PSD), cabo Júlio Donizete (PSD) e Robson Ricci (Republicanos) também não estavam. Durante o período, Karina conduziu a sessão.
Atropelo
No melhor estilo “Vale a Pena Ver de Novo”, Karina fez o público relembrar as sessões conduzidas por Paulo Pauléra (Progressistas). Em diversos momentos foi até difícil entender o que ela falava, de tão rápido. Para quem estava com saudades dos tropeços na leitura, foi um prato cheio. Porém, não durou muito. Na correria, antes de atropelar o regimento interno, Karina deu aquela segurada e todos se acalmaram. Os intérpretes de libras tiveram que acelerar para acompanhar os acontecimentos.
Colocando ordem
Como uma professora da 5ª série, Karina precisou chamar a atenção dos vereadores por diversas vezes. A parlamentar, que é cotada como futura presidente, deu um puxão de orelha na turma. “Vamos combinar que nas próximas sessões vocês levantem as mãos para pedir a fala e os secretários acompanharem a sequência”, disse. Em outro momento, Karina concordou com João Paulo Rillo (PSOL) e Renato Pupo (PSDB) quando chamaram os vereadores, que estavam na antessala, para retornarem ao plenário.
Não parou por aí
A postura de presidente foi além da condução da sessão e de colocar ordem no plenário. A republicana também falou com a TV Câmara como presidenta. Para o deleite dos jornalistas da casa que sempre reclamaram de ter, no máximo, cinco vereadores para entrevistar antes do início da sessão, Karina Caroline pegou o microfone e falou sobre a pauta, como o Pedro Roberto sempre faz. A única vereadora da casa até que se portou bem. Nem precisava ficar tão nervosa quanto estava. Atropelou palavras, gaguejou e se superou.
Atrasados
Partindo do princípio que ninguém chega atrasado na sessão porque quer, os quatro vereadores que não estavam presentes durante uma hora e meia tinham que ter um bom motivo. E tinham. Pedro Roberto e Robson Ricci estavam almoçando com os representantes do PSD. Jorge Menezes e cabo Júlio Donizete. Na condução da conversa estava Eleuses Paiva. Apesar de negar qualquer tipo de articulação na casa e dizer que os vereadores encabeçam as movimentações dentro do Legislativo, ficou claro que o assunto era sério. Pedro Roberto e Ricci não negam que podem desembarcar na legenda do ex-vice-prefeito.
Do outro lado
A rusga entre Robson Ricci e o presidente do Republicanos, Diego Polachini, já é pública. De um lado, uma bijuteria, e de outro, uma paçoquinha. Porém, a novidade é que o deputado federal Marcos Pereira já teria aceitado que a legenda está sem representante na cidade. Em uma reunião realizada no distrito de Engenheiro Schmitt, durante a campanha da Coronel Helena, o republicano falou abertamente que Ricci e Karina não fazem mais parte do partido. O pastor avisou, inclusive, que ia pedir o desligamento deles do diretório.
Contra imagens não há argumentos
Uma cena rápida e peculiar chamou a atenção de quem acompanhou a sessão da Câmara pela TV. Em determinado momento, enquanto os vereadores falavam sobre atos de vandalismo em pontos de ônibus, Anderson Branco (PL) não segurou caras e bocas. Mesmo sem ser especialista em leitura labial, é possível entender que ele gesticula “Lula” com a boca e, em seguida, faz um “L” com a mão. A dúvida que ficou é se ele quis insinuar que os atos foram praticados pelos eleitores do PT ou se ele teria se tornado um apoiador e agora acredita que o presidente eleito poderia resolver a situação. Na sequência, Branco olha para o celular e se dirige até a Mesa Diretora.
Eleições marcadas
Enquanto a vizinha Mirassol já escolheu João Paulo (PSDB) como o novo presidente da casa em uma sessão marcada por discussões e acusação de que o atual presidente, Caco Navarrete (PSD), teria feito tudo na surdina e apressado as eleições, na Câmara de Rio Preto as coisas estão mais tranquilas. Apesar dos bastidores estarem fervilhando, falta quase um mês para a disputa. A eleição da nova Mesa Diretora foi marcada para o próximo dia 6, primeira sessão de dezembro.
Vem mais por aí
Marcada, também, está a audiência pública para debater o Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município, apresentado por Branco, para aumentar o número de vereadores na cidade. A ideia é passar de 17 para 23. Entre os parlamentares, ninguém ainda se colocou publicamente contra. O discurso é sobre debater primeiro os prós e contras da mudança. Entidades representantes de classes foram convidadas para a roda de conversa. A audiência deverá ser realizada a partir das 17h desta sexta-feira (11), no plenário.
Escorregou
A nota da Acirp sobre a possível mudança mostrou que a entidade não está tão por dentro dos acontecimentos da cidade quanto deveria. Por meio de nota, o presidente da entidade, Kelvin Kaiser, afirmou que “todo aumento de custos sempre será subsidiado por meio de tributos e, hoje, a população e o empresariado não têm condições de pagar mais impostos” e completou “por isso, entendemos que é muito complexo falar em aumento da máquina pública”. Porém, cabe lembrar que a Câmara tem devolvido verba para a Prefeitura. No começo deste ano, Pedro Roberto devolveu mais de R$ 2 milhões. Dinheiro que “sobrou” nos cofres da casa.
Em cima do muro
A OAB Rio Preto preferiu ficar em cima do muro. Nem a favor e nem contra mais vereadores. O presidente, Henry Atique, preferiu analisar melhor os argumentos dos parlamentares. A entidade também não quis se posicionar sobre as acusações de fraude em urnas em Rio Preto. Ao ser questionado sobre uma mensagem amplamente divulgada nas redes sociais de grupos bolsonaristas sobre uma urna na cidade que tinha apenas quatro votos para o candidato Jair Bolsonaro (PL), o presidente decidiu que era muito cedo para se posicionar. Apesar de ter acompanhado todo o processo eleitoral de perto, a entidade se calou.
Clima de velório
Pairou no ar um clima de despedida durante a visita do governador Rodrigo Garcia (PSDB) na região. O tucano, que não foi reeleito, deve pendurar as chuteiras, ao menos por enquanto. Ele afirmou que não vai fazer parte da equipe de Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas estará à disposição. Itamar Borges (MDB) tentou quebrar o climão e disparou: “como diria Raul Gil, para você, Rodrigo, eu tiro o chapéu”.
Tucano é ave e voa
O evento foi realizado em uma área rural, já quase em Mirassol. Mato, poeira, dificuldade de acesso, pedras e falta de sinalização foram os maiores desafios enfrentados pelos convidados. Rodrigo Garcia atrasou 45 minutos e deixou muitos insatisfeitos. Naquele calor típico da região, armaram uma tenda no meio do pasto. A falta de sombra natural fez com que os convidados se aglomerassem sob a tenda. A água, que estava quente, acabou antes do início do evento. Como se não bastasse, o helicóptero que trouxe o prefeito de Ibaté, Zé Parrela (PSDB), caprichou na poeira. Já na saída do governador, um policial militar não segurou: “a única coisa que sabe fazer é poeira”.
