Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 18 de fevereiro
O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política
Morreu, mas passa bem
A sessão da Câmara na terça-feira (15) na qual foram lidos os relatórios das Comissões Especiais de Investigação (CEIs) das Terceirizadas e do Transporte Público durante a pandemia, foi um show de horrores. Mais uma vez, o Regimento da Casa foi interpretado de forma heterodoxa por um dos advogados da diretoria jurídica que estava de plantão na sessão. Na CEI das Terceirizadas, foram apresentados dois relatórios. Um, não obedeceu ao Regimento. Segundo o parecer do advogado plantonista, os ex-membros da CEI das Terceirizadas, encerrada no dia anterior (14), podiam decidir 24h depois, qual dos dois relatórios apresentados valia, e seria lido em Plenário.
Um morto muito louco
Na ausência do relator Rossini Diniz (PP) na última reunião convocada para definir e aprovar o relatório da CEI das Terceirizadas, João Paulo Rillo (Psol) apresentou um outro relatório, que foi aprovado e assinado pelos dois presentes: o presidente da CEI, JP Rillo, e o suplente, Pedro Roberto Gomes (Patriota). Os dois vereadores que foram autorizados a decidir 24h depois já não eram mais membros de nada. A CEI não existia mais, estava morta e enterrada. Portanto, o parecer ressuscitou a falecida. Nem tão pouco João Paulo, era mais presidente. Para registrar: na sessão, participando online, contrariando o Regimento, o vereador Rossini apareceu com uma camiseta colorida tipo Hering. Só faltou a bermuda.
Algumas pessoas e mais um segredo
Se fosse em um velório, o parecer do jurista da Casa autorizava alguém chegar ao lado do morto, meter o pé no caixão e ordenar que o defunto se levantasse e fosse na padaria comprar pão e mortadela. A Casa tem 4 advogados que não abriram a boca, uma vez que a decisão beneficiava a posição que a maioria defende: Jean Charles (MDB), Bruno Marinho (Patriota), Renato Pupo (PSDB) e Odélio Chave (PP), o sábio. Os pareceres dos advogados da Casa estão se tornando o 18º vereador do município, mesmo sem um único voto. E parece que esses pareceres têm lado.
Se cair, não levanta
O presidente Pedro Roberto (Patriota) anda titubeando nessas situações. Como a CEI havia terminado e não tinha mais quem pudesse tomar decisão numa Comissão encerrada, nesse caso, o Plenário é soberano. E não um advogado que não foi eleito por ninguém. O resultado não ia mudar. O relatório fantasma de Rossini ia vencer numa votação entre os 17. Decisão do Plenário jamais seria questionada quanto a legalidade. Em um impasse como o que se desenrolou, o Plenário é soberano, não um funcionário de carreira. Na verdade, os advogados acompanham a sessão para dirimir dúvidas e não tomar decisões. Essa, é da Mesa Diretora.
O pequenino grandão
Há vereadores que dizem que Pedro Roberto está, na verdade, debaixo do guarda-chuva de João Paulo Rillo (Psol). É provável que ele não queira que essa “pecha” cole na sua imagem, e joga uma decisão que é sua, para terceiros, lavando as mãos. Pedro perde a grande oportunidade de se consolidar como uma nova liderança política e uma alternativa aos atuais atores dos grupos que se digladiam em Plenário. Mas a insegurança com que atuou na última sessão, joga essa oportunidade fora. Mesmo fazendo um ótimo trabalho à frente do Parlamento Regional.
Acusou o golpe
O presidente Pedro Roberto já protocolou Projeto para deixar claro qual é o Relatório final das futuras CEIs que será lido em Plenário. Segundo o texto proposto, vale o elaborado pelo relator da CEI “desde que aprovado pela maioria dos membros da Comissão”. Não foi isso que aconteceu na referida sessão. E que “se o Relatório mencionado for rejeitado, considera-se Relatório final o elaborado por um dos membros com voto vencedor, designado pelo presidente da Comissão”. Na verdade, com atraso, ele admite que a decisão em Plenário não foi a mais acertada.
Gritaria
A baixaria se deu no intervalo chamado às pressas por Pedro para resolver o impasse que não existia. A questão era para ser colocada em votação entre todos e pronto. Com os microfones da TV Câmara cortados, ninguém ouviu. Mas o pau torou e existe uma gravação dos bate-bocas. Rillo e Rossini e Rillo e Branco. Rillo contesta o parecer e é acusado por Branco de ser um ótimo ator como vereador. O psolista diz que sequer ia responder ao bolsonarista. Branco disse “n” vezes que Rillo vive de inventar narrativas, mas admite que a CEI trabalhou corretamente e fez o serviço.
Narrativas alternativas conforme a necessidade
É preciso saber de Branco se ele sabe exatamente o que é verdade e o que é uma narrativa alternativa. No caso, a narrativa alternativa foi colocada por Branco e Rossini, e não por João Paulo, que não ficou arrumando desculpas. Narrativas alternativas são as pós-verdades inventadas por Donald Trump e copiadas na Banânia. Agora, na Banânia caipira. Branco não deve ter sido informado que João Paulo, embora não seja advogado, fez curso de Direito, e não a EAD (Escola de Artes Dramáticas) da Universidade de São Paulo (USP), que forma os melhores atores do país.
Teoria da conspiração
O vereador Bruno Moura (PSDB) apresentou Projeto de Lei que proíbe a obrigatoriedade do passaporte de vacina nos espaços do município. A redação deixa claro que as escolas municipais e as chefias de departamentos não poderão exigir o documento. Na justificativa, ele usa argumentos considerados delirantes de Klaus Schwab, no livro “Covid-19: The Great Reset”. Como um analista geopolítico, diz que a posição de Schwab deixa claro que o mundo não será como antes e que a imposição de vacinas é um pressuposto transnacional (vindos de países que têm a hegemonia política no planeta) e que tais nações fazem uso do caos para reiniciar não apenas a economia global, mas também o “meio social, geopolítico, tecnológico, industrial, ambiental e individual”.
Correto
Bruno Moura entrou mudo e saiu calado das duas últimas sessões na Câmara, terça-feira. Nesse caso, ele está correto. Até que a polícia não esclareça a barbárie que foi cometida contra a família dele, principalmente impactando uma criança de dois anos, é prudente que ele espere a situação clarear. Política não se faz com balas. Mas, com discordância e eventualmente consenso de ideias e palavras. O que aconteceu foi terrorismo e precisa ser esclarecido. E quem fez, preso e punido. E a polícia não pode demorar para esclarecer os fatos. O vereador pode exagerar nas palavras, na exibição dos músculos de supino. Outros, exageram nas palavras, que também ferem mortalmente. Ir além disso, é coisa de bandido.
Saia justa
O prefeito Edinho Araújo (MDB) está acostumado às saias justas. É o que deve acontecer na inauguração da duplicação do trecho urbano da BR-153, quando são esperados o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e do presidente Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio de Freitas vai almoçar com os empresários do Lide Noroeste Paulista, no dia 23. Dia 24 tem a inauguração da BR, com Bolsonaro. Edinho está com João Doria (PSDB) na disputa para a presidência e com Rodrigo Garcia (PSDB) para o governo do Estado. Além de Bolsonaro candidato, Tarcísio vai ser adversário de Rodrigo Garcia. Ele é pré-candidato ao governo do estado de São Paulo, mesmo sem partido ainda.
Sadi sertaneja
A repórter da CBN que antecipou a ida de Geninho Zuliani (União Brasil) para o PSDB recebeu uma ligação de um tucano de alto coturno chamando-a de Andréia Sadi da cidade, e confirmando a informação. Geninho e sua assessoria negam. Mas tem tucano dizendo que só falta a data. O problema é que Geninho e Júnior Bozella (ex-PSL) estão se matando pelo controle do União Brasil no estado de São Paulo. Se Bozella vencer o cabo de guerra, Geninho faz as malas.
Não deu
Não funcionou a tentativa de vender imóveis públicos para aportar o dinheiro no caixa da RioPretoPrev. Ele foi deserto, sem interessados. O presidente da autarquia, Jair Moretti, disse a uma emissora de rádio que acredita que foi por causa de especulação imobiliária. A proposta original isentava o IPTU dos compradores. Mas, a Câmara não autorizou.
“Tranquedo”
Uma indicação (01038/2022) que saiu do gabinete do vereador Odélo Chaves, o sábio, pedindo a construção de sarjetões na avenida do quase presidente Tancredo Neves, foi protocolada a grafia “Tranquedo Neves”. Claro que não deve ter sido redigida pelo vereador. Espero. Mas, ele autorizou. Será que não leu? Muito feio. O vereador já fez a correção.
O doce poder
O presidente do diretório municipal do Republicanos, jornalista Diego Polachini, participou do podcast Disforme. Falou do “jovenzinho” que adorava xadrez e saiu de Engenheiro Schmitt para abrir caminho no braço, virou um dos homens fortes do seu partido em todo o país e conheceu “quase o mundo todo”. De quebra, disse que conhece “quase” toda Jerusalém. Evangélico, será que ele foi na capela da Natividade, onde Cristo teria nascido, administrada por católicos e ortodoxos?
É pandemia
O pré-candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad adiou a visita a Rio Preto. Agenda atrasada e complicada pela pandemia. Dizem agora que ele aporta no sertão no mês que vem.
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