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DDM 24 horas em Monte Aprazível terá policiais remanejados de Rio Preto

Ampliação do atendimento começa em setembro, mas falta de efetivo na Deic preocupa servidores

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Polícia Civil
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A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Monte Aprazível, a 38 km de Rio Preto, deverá iniciar o atendimento 24 horas a partir de setembro, mas a mudança poderá exigir o deslocamento de policiais de outras unidades da região. Entre os profissionais que podem ser remanejados estão investigadores da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5, que já trabalha com déficit de efetivo.

A possibilidade de retirar policiais de Rio Preto gera preocupação principalmente nos setores especializados da Deic, instalada no município. A área responsável pelas investigações de crimes cibernéticos enfrenta falta de investigadores, enquanto o Grupo de Operações Especiais (GOE) também opera com quadro reduzido.

Para setembro, estão previstos plantões nos dias 10, 15, 18, 23 e 28. Até o momento, porém, a composição das equipes que atuarão nessas datas ainda não foi oficialmente definida.

Equipe desfalcada

Atualmente, o GOE conta com cinco policiais. Dois grupos, formados por dois integrantes cada, se alternam nos plantões, enquanto o quinto policial exerce a função de chefe da equipe.

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O grupo atua em diferentes frentes, como cumprimento de mandados de prisão, operações, mapeamentos, atendimento de denúncias e abordagens. Com apenas dois policiais em uma equipe, entretanto, a capacidade operacional fica limitada. Um dos agentes precisa conduzir a viatura enquanto o outro realiza a abordagem.

O procedimento adotado pela Academia de Polícia (Acadepol) estabelece que esse tipo de ação deve contar, no mínimo, com três policiais. A estrutura prevê dois agentes encarregados da abordagem e um terceiro responsável pela condução da viatura, retaguarda e cobertura dos demais integrantes.

No entanto, o GOE de Rio Preto atualmente trabalha abaixo desse parâmetro. O grupo também não conta com escrivão. Além disso, o delegado responsável pela Delegacia de Homicídios (DH) acumula a chefia do GOE. Nesse cenário, um eventual remanejamento para atender às escalas da DDM de Monte Aprazível poderá reduzir ainda mais a capacidade de atuação de uma equipe que já enfrenta limitações de pessoal.

A transformação da DDM de Monte Aprazível em uma unidade com funcionamento ininterrupto representa uma ampliação do serviço oferecido às mulheres vítimas de violência. A preocupação está relacionada à maneira encontrada para formar as equipes responsáveis pelos novos plantões.

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Sem a confirmação de um reforço específico no quadro, policiais de outras unidades poderão ser convocados para completar as escalas. Isso significa que profissionais lotados em delegacias que já apresentam déficit poderão ser deslocados temporariamente para trabalhar em Monte Aprazível. Também ainda não há definição sobre eventual remuneração adicional para os policiais que forem deslocados. A existência de diárias, ajuda de custo ou outro tipo de compensação deverá ser esclarecida pelas autoridades responsáveis pela organização dos plantões.

Sindicato questiona modelo de expansão

A falta de efetivo também é alvo de críticas do Sindicato dos Policiais Civis de São Paulo (SIPESP). A entidade já demonstrou preocupação com a expansão das DDMs 24 horas sem que haja, paralelamente, recomposição do quadro de servidores da Polícia Civil.

Em publicação no site oficial, o sindicato informou que o Deinter-5 avalia deslocar investigadores de áreas que também enfrentam déficit para garantir o funcionamento da unidade de Monte Aprazível, que será a primeira DDM 24 horas da região. O planejamento prevê ainda a implantação do atendimento ininterrupto em Fernandópolis, em outubro, e em Votuporanga, em novembro.

Para o sindicato, a ampliação do serviço precisa ser acompanhada pela contratação e distribuição de novos policiais. A entidade avalia que retirar servidores de uma unidade para suprir outra pode acabar agravando os problemas de efetivo existentes.

O SIPESP também questiona casos de desvio de função dentro da Polícia Civil e defende que os investigadores sejam destinados prioritariamente às atividades de investigação criminal.

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