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Deic conclui inquérito e indicia “Fou” por latrocínio de motorista de app em Rio Preto

Investigação da Delegacia de Homicídios apontou participação de dois envolvidos no crime; adolescente confessou os disparos

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Colaboração dos leitores/ arquivo pessoal/ Deic (na foto, a vítima Wilsiano Teixeira está no centro)
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A 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic/Deinter-5) concluiu o inquérito que investigou a morte do motorista de aplicativo Wilsiano Soares Novais Teixeira, de 43 anos, assassinado em 11 de junho deste ano, em Rio Preto. Com o encerramento da investigação, a Polícia Civil indiciou D.S.D.C, o “Fou”, investigado maior de idade pelos crimes de latrocínio, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores, além de representar pela conversão da prisão temporária em preventiva. Os autos serão encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

De acordo com a Polícia Civil, o trabalho investigativo reuniu diligências de campo, análises técnicas, oitivas e outras medidas de polícia judiciária que permitiram reconstruir a dinâmica do crime e identificar os envolvidos.

A investigação apontou que duas pessoas embarcaram no veículo da vítima pouco antes do homicídio: um adolescente e um homem maior de idade. Localizado e ouvido, o adolescente admitiu ter efetuado os disparos contra o motorista, versão que, segundo a polícia, foi confirmada pelos demais elementos probatórios produzidos durante a apuração.

Na sequência das investigações, “Fou” foi localizado e preso temporariamente por equipes da Deic em cumprimento a mandado judicial. Em interrogatório, ele confirmou que estava dentro do veículo no momento dos fatos, afirmou ter presenciado os disparos e admitiu que também portava uma arma de fogo.

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O laudo necroscópico confirmou que a morte de Wilsiano foi causada pelos ferimentos provocados por projéteis de arma de fogo, corroborando as conclusões da investigação.

Ainda conforme a Polícia Civil, os elementos reunidos indicam que a participação do investigado maior de idade, o “Fou”, extrapolou a mera presença no local do crime, havendo indícios de atuação no contexto criminoso antes, durante e após a execução do delito.

Em relação ao adolescente, identificado como “Matheuzinho”, apontado como autor dos disparos, os fatos continuam sendo apurados em procedimento específico previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O caso

Wilsiano Soares Novais Teixeira foi morto enquanto trabalhava como motorista de aplicativo em Rio Preto. A Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de acidente de trânsito na Rua Natália de Almeida, entre os bairros Nova Esperança e Cidade Alta, mas encontrou a vítima já sem vida dentro do BYD Dolphin Mini que dirigia, após o veículo colidir contra um poste.

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Os primeiros levantamentos realizados pela Polícia Civil constataram que o motorista havia sido atingido por disparos de arma de fogo e que a colisão foi consequência do ataque.

As investigações avançaram com a análise de imagens de câmeras de segurança, cruzamento de informações e outras técnicas de inteligência, permitindo a identificação dos dois envolvidos.

Segundo a Polícia Civil, o adolescente conhecido como “Matheuzinho” confessou ter efetuado os disparos após uma discussão relacionada ao pagamento da corrida. Em depoimento, afirmou ainda que confundiu o motorista com um policial civil e alegou que houve um desentendimento por causa do troco da viagem.

A apuração aponta que o adolescente estava no banco traseiro quando sacou uma pistola calibre 7,65 e atirou contra a cabeça da vítima. Após os disparos, o carro perdeu o controle e bateu contra um poste. O adolescente e o comparsa fugiram a pé.

No dia 7 de julho, a Deic prendeu o segundo suspeito do crime, identificado pelas iniciais D.S.D.C., conhecido como “Fou”, que permanece preso.

Durante a investigação, equipes da 3ª Delegacia de Homicídios também apreenderam um revólver calibre .38 que pode ter sido utilizado no assassinato. A arma foi localizada durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência no bairro Solo Sagrado.

No imóvel, os policiais encontraram o revólver carregado com cinco munições intactas, guardado junto a brinquedos em um ambiente frequentado por uma criança de quatro anos. A moradora da casa, identificada pelas iniciais K.K.F.J., de 22 anos, foi presa em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e omissão de cautela na guarda de arma de fogo. Dias depois, ela foi liberada.

O armamento foi encaminhado para exames periciais, que deverão apontar se foi utilizado no homicídio de Wilsiano e poderão reforçar as provas reunidas pela Delegacia de Homicídios.

Homenagem

Na noite seguinte ao crime, motoristas de aplicativo prestaram uma homenagem a Wilsiano. A categoria se reuniu em frente à Funerária Mutipas, na Avenida Bady Bassitt, e acompanhou, em cortejo, o veículo que transportava o corpo até a saída de Rio Preto, de onde seguiu para Itu, cidade onde ocorreram o velório e o sepultamento.

Pai de duas meninas, Wilsiano foi lembrado pelos colegas como um profissional dedicado ao trabalho, à família e à fé. Ele deixou esposa e duas filhas.

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