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Deic desarticula grupo que deu golpe de R$ 800 mil em pecuarista de Rio Preto

Operação da Deic de Rio Preto cumpriu 18 mandados em Cuiabá e região metropolitana durante investigação sobre o golpe do falso intermediário

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Polícia Civil
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A 3ª Equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Deinter 5, com apoio do Setor de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold) e da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22/7), a Operação “Mimetismo”, no âmbito da Operação CyberConect 6, para desarticular uma organização criminosa investigada por aplicar o chamado “golpe do falso intermediário”. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá e na região metropolitana, no Estado de Mato Grosso.

A investigação teve início após um pecuarista de São José do Rio Preto (SP) ser vítima de um golpe superior a R$ 800 mil durante a negociação para a compra de um lote de gado de corte. A partir da análise das movimentações financeiras e do rastreamento das contas bancárias utilizadas para receber os valores desviados, investigadores da Deic identificaram os principais suspeitos, todos moradores da capital mato-grossense.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais buscaram apreender aparelhos celulares, documentos, dinheiro e outros materiais de interesse para a investigação. A ação também teve como objetivo identificar novos integrantes da associação criminosa e aprofundar o mapeamento da estrutura do grupo.

Segundo as investigações, os suspeitos possuem, em tese, ligação com uma facção criminosa atuante na região, circunstância que, de acordo com a Polícia Civil, reforça a complexidade da organização e a necessidade de atuação integrada entre as forças policiais.

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Conforme a apuração, o chamado “golpe do falso intermediário” ocorre quando um criminoso se infiltra em negociações de compra e venda de bens, passando-se por um intermediador legítimo. Mantendo contato simultâneo com comprador e vendedor, ele manipula as informações trocadas entre as partes e induz as vítimas a transferirem os valores para contas bancárias da organização criminosa. Toda a fraude é conduzida por meios eletrônicos, sem necessidade de contato presencial.

De acordo com a Deic, essa modalidade de estelionato eletrônico é altamente sofisticada e costuma ser praticada por grupos organizados, com divisão de funções entre os integrantes.

As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos, dimensionar a atuação da organização criminosa e verificar a existência de outras vítimas em diferentes estados do país.

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(Polícia Civil)

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