Saúde
Dores nas pernas após o exercício físico pode ser sinal de trombose
Artigo escrito pelo Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel
Neste momento em que todos procuramos manter bons hábitos de vida, nem mesmo a queda de temperatura representa um fator impeditivo para a prática de atividades físicas. Porém, o exercício quando realizado sem supervisão ou em excesso pode vir acompanhado do aumento do risco de lesões musculares, articulares e circulatórias
A Síndrome da Pedrada representa uma complicação da atividade física realizada de maneira inadequada. Movimentos bruscos, exagerados ou repetitivos podem lesar as fibras dos grupamentos musculares, provocando dor, hematoma e edema no membro inferior acometido.
O quadro álgico muscular pode ser tão intenso, a ponto de impedir o esportista de efetuar o movimento ou obrigá-lo a mancar para deambular. Sem dúvida, a trombose venosa profunda representa o principal diagnóstico diferencial da Síndrome da Pedrada, uma vez que em ambos os casos o quadro doloroso acompanhado por inchaço é muito frequente.
Pelo risco de evoluir para embolia pulmonar, é imperativo que nos casos de dores nas pernas, inchaço e dificuldade para caminhar após a atividade física, o indivíduo mantenha o acompanhamento médico, em especial com o cirurgião vascular, que constitui o profissional dedicado ao diagnóstico e tratamento da trombose venosa profunda e de suas complicações embólicas.
Provavelmente por desconhecimento, muitas pessoas não valorizam os sintomas que aparecem após a prática dos exercícios físicos e se automedicam com analgésicos e anti-inflamatórios, o que pode mascarar o quadro clínico, retardando o verdadeiro diagnóstico e dificultando a instituição do melhor tratamento. A rápida evolução do quadro doloroso e o surgimento de complicações representam os principais malefícios da automedicação.
Nos casos de trombose venosa provocada pelo exercício, a manutenção da atividade física é prejudicial ao sistema circulatório venoso, aumentando o risco de evolução para embolia pulmonar. O tromboembolismo pulmonar caracteriza-se pela obstrução da circulação pulmonar devido à impactação de coágulos de sangue na circulação pulmonar, o que provoca um quadro de insuficiência respiratória. Na maior parte das vezes, os trombos originam-se nas veias dos membros inferiores, ou seja, a trombose venosa profunda representa o primeiro passo para o desenvolvimento da embolia pulmonar.
A avaliação clínica baseada em sintomas, tais como, dores nas pernas, inchaço, dor torácica e falta de ar não são suficientes para o diagnóstico do quadro tromboembólico. A avaliação completa e detalhada do sistema circulatório com o doppler vascular representa a melhor forma de diagnosticar precocemente as complicações vasculares associadas a prática inadequada de exercícios físicos.
Além disso, procure estar bem agasalhado durante a atividade física ao ar livre e use meias confortáveis para aquecimento das mãos e dos pés. Durante o inverno, ocorre o fenômeno da vasoconstrição periférica, que caracteriza-se pelo fechamento da microcirculação das mãos e dos pés, o que pode exacerbar doenças circulatórias pré-existentes.
Esteja atento à sua saúde vascular. Na presença de sintomas suspeitos, procure seu cirurgião vascular. Para informações adicionais sobre importantes assuntos médicos, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br e nos mande um direct.
Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel. Doutor em Pesquisa em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especialista nas áreas de Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e coordenador do curso de Medicina da União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago).
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