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Empresa tem sistema invadido e centenas de mensagens são enviadas

Números de empresas e de um profissional da área médica teriam sido utilizados

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Dariusz Sankowski/Pixabay
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Um empresário de 46 anos, morador do Jardim São Marcos, em Rio Preto, registrou boletim de ocorrência após identificar o uso não autorizado do sistema de comunicação de sua empresa. A invasão ocorreu na madrugada de segunda-feira (2), quando desconhecidos teriam acessado a API utilizada para integrar os serviços da empresa à plataforma Meta e enviado centenas de mensagens pelo WhatsApp.

Segundo o relato feito à Polícia Civil, o empresário é proprietário de uma empresa de desenvolvimento de softwares que presta serviços a diferentes clientes. A ferramenta utiliza a API oficial da Meta, por meio de uma intermediadora para o envio e o recebimento de mensagens, principalmente em confirmações de consultas e no atendimento ao público.

De acordo com o boletim, os responsáveis pelo acesso indevido teriam obtido tokens e outras informações necessárias para se conectar à plataforma. Entre aproximadamente 2h e 3h30, passaram a enviar mensagens para números telefônicos de diferentes DDDs do país, sem autorização do proprietário da empresa.

O registro informa ainda que os invasores criaram modelos de mensagens dentro da plataforma, incluindo propagandas e conteúdos considerados suspeitos, que poderiam ser utilizados para tentar induzir os destinatários a fraudes.

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O empresário percebeu a movimentação por volta das 6h, ao verificar o celular corporativo e encontrar diversas mensagens que não haviam sido autorizadas. Um dos números utilizados pertencia a um cliente da empresa, profissional da área médica. Segundo o relato, esse telefone também foi empregado no envio de mensagens indevidas, inclusive com conteúdo ofensivo.

O disparo teria sido interrompido por volta das 3h30, possivelmente após um bloqueio realizado pela plataforma intermediadora.

O empresário informou à polícia que ainda não conseguiu dimensionar os prejuízos financeiros. A plataforma Meta cobra pelo envio de mensagens, o que pode gerar custos para a empresa de tecnologia e para os clientes cujos números foram utilizados na operação.

O caso foi registrado como invasão de dispositivo informático e será investigado pela Polícia Civil. Até o momento, não há informação sobre a identificação dos responsáveis.

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