Cidades
Invasões às UBSs de Rio Preto causam prejuízo de R$ 45 mil
Verba que seria destinada a melhorias das unidades de saúde são usadas para restauração de prédios daníficos e materiais levados por ladrões
Em Rio Preto, sete Unidades Básicas de Saúde (UBS) foram invadidas nos últimos 18 meses. Além de danos aos prédios públicos, objetos e materiais são furtados pelos criminosos que não se inibem com os sistemas de câmeras ou alarmes. Os prejuízos causados aos cofres públicos chegam a marca de R$ 45 mil, verba que poderia ser destinada a melhorias dos prédios, mas que são usadas para restauração e reposição. A última ação criminosa foi registrada no final do mês passado na UBS do bairro Eldorado. Um rapaz de 28 anos foi preso após furtar a televisão do local. Para ter acesso ao aparelho, o criminoso arrombou a porta da unidade de saúde. Ele foi preso pelos agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), porém a televisão não foi recuperada.
Além da UBS do Eldorado foram invadidas também as unidades dos bairros Parque Industrial, Jardim Simões e Renascer, Gonzaga de Campos, Rio Preto I, Jaguaré, Jardim Renascer. Todas as 27 Unidades Básicas de Saúde de Rio Preto são equipadas com dispositivos de segurança, mesmo assim as ações criminosas não são inibidas, como explica a Chefe do Departamento Atenção Básica, Soraya Andrade Pereira.
“Foram feitos investimentos na parte de segurança em todas as unidades de saúde. Todos os prédios possuem sistema de alarme e monitoramento por câmeras, mas mesmo assim os delitos estão acontecendo. Temos o apoio importante da GCM, que faz rondas periódicas nas Unidades e que ao “soar” do Alarme, comparecem com prontidão às unidades”, afirma Soraya.
As ações são praticadas geralmente por pessoas sozinhas e não duram mais do que minutos. O último caso, da UBS do Eldorado, já citado na reportagem não levou mais do que um minuto e meio.
“De janeiro de 2017, até o final de mês de junho deste ano foram furtados seis aparelhos de ar condicionado, duas televisões e a fiação e quadro de energia. Todo o gasto de reposição dos bens e restauração do patrimônio gerou um prejuízo de mais ou menos R$ 45 mil aos cofres públicos” afirma Soraya.
“Existem casos que houve a tentativa de furto, porém sem consumação, porém gerou transtornos ao funcionamento das unidades de saúde e consequentemente prejuízo ao atendimento público” diz a coordenadora.
Os casos seguem em investigação pela Polícia Civil. As imagens do circuito foram repassadas para as autoridades e ajudam na identificação dos ladrões.
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